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POLICIAL
 
PF retorna com operação-padrão na Ponte Ayrton Senna em Guaíra
17/8/2012
Impressão

Umuarama – Policiais federais lotados em Guaíra retomaram ontem a operação-padrão (batizada de Blackout) na ponte Ayrton Senna, que liga o Paraná ao Mato Grosso do Sul. Todos os veículos que passam pela ponte são revistados, provocando uma grande fila nos dois lados do Rio Paraná. O trecho é um dos mais movimentados do interior do Estado porque a Ponte Ayrton Senna é a passagem obrigatória de quem vai fazer compras em Salto Del Guaira, no Paraguai.
A operação-padrão é uma forma dos policiais federais protestarem contra o Governo Federal que se recusa a traçar um plano de carreira para a categoria e atender uma reposição salarial de cinco anos. Os profissionais estão sem aumento desde 2005, e o salário inicial, de R$ 7.200 está defasado. Os grevistas reivindicam um aumento, em cinco anos, chegando até R$ 13 mil, equiparando com outras carreiras, como de auditores da Receita ou agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Paraná, Ismael Oliveira, uma pauta de reivindicações foi entregue ao Ministério do Planejamento há cerca de dois anos, seguida de várias reuniões. Todavia, não houve acordo, nem mesmo para atender uma reivindicação para dar o mínimo de segurança aos policiais.
A fiscalização tipo ‘pente-fino’ na Ponte Ayrton Senna vai continuar até o dia 20 deste mês. Caso o governo continue irredutível, a categoria de policiais federais volta com greve geral, paralisando todas as atividades em aeroportos, portos, fronteiras, rodovias e outros locais de atuação da PF. No dia 21 está marcada uma nova reunião, sendo que nessa data poderá ser decidido pela continuidade da greve, segundo Ismael.
E hoje, para dar continuidade aos atos de protestos contra o Governo Federal, os policiais darão um abraço simbólico no prédio da Delegacia da Polícia Federal de Guaira.
DESCONTENTAMENTO
E se depender da Federação dos Policiais Federais, a categoria continua com a greve. Depois de uma reunião no Ministério do Planejamento na quarta-feira, a entidade ouviu do secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, que o governo estuda um índice para todas as categorias do serviço público dentro das previsões orçamentárias. No entanto, o reajuste não contempla o que está na pauta da PF.
"Trabalhamos dentro de limites estreitos", repetiu o secretário de Relações do Trabalho, destacando que não pode se comprometer com a proposta de reestruturação salarial e da carreira. O secretário passou a bola para o Ministério da Justiça e outros órgãos do governo. "Essa decisão é política e não administrativa", disse.
A operação "empurra com a barriga" do governo provocou uma reação imediata dos policiais federais. O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Marcos Wink, disse que a categoria negocia há mais de dois anos com o governo e que espera que a proposta de reestruturação seja apresentada. "Desde o início das negociações deixamos claro que queremos a reestruturação de nossa carreira e de nosso salário, por isso, qualquer índice de reajuste precisa estar acompanhado de uma proposta de reestruturação".
 

 
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