| Esporte | Umuarama, Domingo, 26 de Novembro de 2000 |
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Motocross Paranaense chega ao fim, em Ivaiporã Campeonato deste ano foi um dos mais disputados, apesar de algumas categorias chegarem à etapa final já definidas UMUARAMA Da Redação do Ilustrado
A maioria dos pilotos chegou na sexta-feira e ontem a Ivaiporã, que fica na região central do Estado. Ontem eles fizeram o reconhecimento da pista e os treinos para a largada das baterias, previstas para a tarde de hoje – a partir das 14 horas. Estão confirmadas as presenças dos pilotos Juliano Ramos, Adrian Cantero, Nasri Sarkiss, Willian Guimarães, Ângelo Ivankio, Kristofer Florenzano, Iwan Jr., Jeison Scheidt, Rodrigo Bassani, Sandro da Rosa, Maurício Martins, o umuaramense Leonardo Bíscaro de Carvalho - o Léo, Eduardo Camargo, Élcio Pereira, Ricardo Lemos, Kurtt Rocha, Jean Carlos Ramos, Rachid Curi, Felipe Menegazzo, Gabriel Faoro e Douglas Pereira, dentre muitos outros. A expectativa dos organizadores, bem como do presidente da Federação Paranaense de Motociclismo, Gilberto Rosa, é de que a prova de hoje marque mais um recorde de público e de pilotos, "para encerrar com chave de ouro este que foi um dos nossos melhores campeonatos", disse. Nas categorias ainda indefinidas, a disputa está bastante acirrada. Nas demais, os campeões já são conhecidos mas mesmo assim estarão disputando os troféus. Na categoria 80cc, o umuaramense Léo é campeão por antecipação. Ele tem 125 pontos e não pode mais ser alcançado pelo segundo colocado, o piloto Kurtt Aírton Rocha, que tem 99 pontos. Juliano Marcelo Ramos, da categoria Graduados, lidera disparado com 221 pontos contra Kristofer Florenzano, que tem 186 pontos; na categoria Nacional, Eduardo Camargo já é campeão com 126 pontos, porque o segundo colocado Élcio Pereira tem 79 pontos e não pode mais alcançá-lo – cada etapa distribui 20 pontos ao primeiro colocado. Nas demais categorias, a briga ainda está aberta. Na Intermediária, o piloto Jeison Scheidt lidera com 211 pontos mas é seguido de perto por Rodrigo Bassani, que tem 203 e ainda pode chegar. Jáa o terceiro colocado, Sandro da Rosa, está fora da briga pelo título, com 165 pontos. E na categoria 60cc os pequenos pilotos também estão na briga pelo título: Felipe Menegazzo lidera a classificação, com 130 pontos, e Gabriel Faoro vem na ‘cola’, com 119. O terceiro colocado, Douglas Pereira, está fora da disputa pelo título com 84 pontos. "O que faz do motocross um esporte tão bonito e interessante é essa competitividade entre os pilotos, que acirra a disputa mas não tira o companheirismo nem a amizade entre todos", afirmou o presidente da federação, Gilberto Rosa. _______________________________________ Futsal Brasil enfrenta o Egito pelas quartas de final SÃO PAULO Da Agência Folha Depois de fazer uma campanha irrepreensível na primeira fase do Mundial da Guatemala, a seleção brasileira volta à quadra amanhã, às 20h (de Brasília), desta vez para enfrentar o Egito, pelas quartas-de-final. O jogo será no ginásio G2000, na Cidade da Guatemala. O Brasil já marcou 45 gols em três jogos – uma média de 15 por partida. Esses números dão uma média para a equipe de um gol a cada 2,6 minutos em quadra. O Brasil estreou na competição com uma boa vitória, 12 a 1, em cima do Cazaquistão. Em seguida, a equipe fez seu jogo mais difícil, derrotando Portugal por 4 a 0. Na última partida da primeira fase, a seleção brasileira aplicou a maior goleada do Mundial: 29 a 2 na Guatemala – o segundo placar mais elástico do torneio (12 a 1) também pertence ao Brasil. O adversário da equipe brasileira não é dos mais cotados na competição. Na primeira fase, os egípcios conseguiram duas vitórias – 7 a 0 na fraca Tailândia e 4 a 2 no Uruguai – e sofreram uma derrota – 5 a 3 para a Holanda. Apesar disso, o técnico Vander Iacovino pede calma à equipe. "Temos de ter paciência. Não podemos nos precipitar, nem falhar nos passes e ataques. Eles não têm medo, se arriscam e tentam driblar, indo para cima do adversário", analisou o treinador. Nas quartas-de-final, as equipes são reagrupadas em dois grupos de quatro. O Brasil ainda irá enfrentar a Argentina e a Rússia. _______________________________________ Artilheiro da seleção tem 9 gols Até a partida contra a Guatemala, na quinta-feira, o artilheiro da seleção brasileira vinha sendo o pivô Lenísio, do Atlético-MG, que marcara quatro gols. Mas o jogo contra a Guatemala mudou a situação. O ala Manoel Tobias, do Vasco, foi o maior goleador do jogo, com seis gols, chegando a um total de nove. Os dois artilheiros duelaram nas finais da última Liga de Futsal. Lenísio ficou com o título de artilheiro, tendo marcado 50 gols. Mas Manoel Tobias ergueu a taça de campeão, após ajudar o Vasco a derrotar o Atlético-MG por 4 a 2 na última partida decisiva. _______________________________________ Mudanças Cruzeiro ainda luta por Marcelinho BELO HORIZONTE Das Agências O Cruzeiro ainda não desistiu de contar com o meia Marcelinho Carioca para o próximo ano. Para isso, o presidente do clube, Zezé Perrella, deve chegar a São Paulo na próxima semana para discutir com o presidente do Corinthians, Alberto Dualibi, uma possível transferência do jogador para Toca da Raposa. A vinda à capital paulista servirá para acertar a permanência de alguns jogadores e a possível contratação de outros para a próxima temporada. Perrella também tem encontro com representantes da Parmalat, com os quais negocia a compra, em definitivo, do passe de Jackson. Outro assunto é a volta ou a venda do passe do atacante cruzeirense Marcelo Ramos, que está emprestado ao São Paulo. Técnico barato - Com a desistência de Antônio Clemente de dirigir o Botafogo, do Rio, a diretoria está tendo dificuldades para contratar um novo técnico por causa da falta de recursos financeiros. Sem dinheiro, os dirigentes podem optar por um nome que não tenha um custo alto. Entre os cotados está Hélio do Anjos, que dirige o Goiás na reta decisiva na Copa João Havelange. Para sanar o problema de caixa, o clube carioca tenta fechar uma parceria. _______________________________________ Mercosul Atlético Mineiro já pensa em 2001 SÃO PAULO Das Agências Apesar do Atlético Mineiro ainda estar disputando a Copa Mercosul, a goleada de 4 a 1 para o Palmeiras desanimou a diretoria atleticana, que começa a pensar na próxima temporada. A contratação de um treinador é a prioridade. Quatro nomes estão cotados para dirigir o Galo na próxima temporada: Vadão, Abel Braga, Candinho e Jair Picerni. Sobre reforços, a diretoria desmentiu a contratação dos meias Simão, Evandro e Marquinhos, da Portuguesa. O lateral-esquerdo César, do São Caetano, interessa. Alheio aos planos dos dirigentes, o técnico Nedo Xavier reuniu os jogadores na reapresentação do elenco e deu uma verdadeira bronca por causa do rendimento da equipe na goleada sofrida para o Palmeiras. Ele começou a definir ontem o time que vai escalar no jogo da volta, em Belo Horizonte. Para se classificar, o clube mineiro precisa vencer o Palmeiras por quatro gols de diferença. Se vencer por três gols de vantagem, o Atlético força a decisão por pênaltis. Qualquer outro placar classifica o Verdão. Semifinais Dia 22/11 Palmeiras 4 x 1 Atlético-MG e River Plate 1 x 4 Vasco Dia 28/11 Atlético-MG x Palmeiras Dia 30/11 Vasco x River Plate Fórmula de disputa - A primeira fase teve 20 equipes divididas em cinco grupos. Os jogos aconteceram em dois turnos dentro das chaves. Oito times avançaram para a etapa seguinte (os campeões de cada grupo mais os três melhores vices). A partir das quartas-de-final, a competição passou a ser eliminatória. Um dos maiores atrativos da Copa Mercosul para os clubes é a milionária premiação em dinheiro para as melhores equipes. Competição tem grandes chances de ter uma final brasileira – entre Vasco e Palmeiras, ou Atlético-MG. _______________________________________ Denúncias "Caixa-preta" do futebol chegou à CPI BRASÍLIA Das Agências A "caixa preta" dos contratos de jogadores de futebol entre clubes nacionais e do exterior está prestes a ser aberta. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encaminhou na última sexta-feira à CPI do Senado a relação das transações ocorridas nos últimos 11 anos. Os documentos, que encheram oito caixas, informam ainda sobre os contratos de transmissão de jogos e sobre os contratos de patrocínio, entre os quais está o que foi feito com a multinacional Nike. A CBF também atendeu aos pedidos da CPI da Câmara. Além do contrato Nike, os deputados poderão examinar as listas de todos os atletas convocados para a seleção brasileira nos últimos quatro anos e sobre os demonstrativos contábeis que originaram a receita da entidade nos últimos cinco anos. Para o relator da CPI do Senado, Geraldo Althoff (PFL-SC), o acesso à esses documentos é "mais de meio caminho andado nas investigações". O otimismo do relator é justificado. Dados que poderiam ser desperdiçados numa investigação comum, crescem de importância numa comissão que dispõe de poderes para quebrar todo tipo de sigilo. Dessa forma, o valor de um contrato pode ser verificado em questão de dias, com a abertura das contas do clube. "Se a venda de um passe foi feita por US$ 6 milhões, esse dinheiro tem de aparecer na contabilidade do clube", explicou Althoff. Se o dinheiro for menor do que o anunciado, fica provado que houve lavagem. Se o valor nem mesmo figurar nos extratos emitidos pelo Banco Central, fica claro que houve uma evasão de divisas. O relator da CPI lembrou que ainda não foi requerida a quebra do sigilo bancário e fiscal dos clubes de futebol "por razões estratégicas". Quer dizer que a comissão quer antes relacionar os valores dos contratos para dispor do que é chamado de "motivo determinante" da abertura de contas. Os documentos saíram da sede da entidade, no Rio de Janeiro, transportados por uma kombi e não por um caminhão, como havia dito a assessoria da CBF. A chegada ao Congresso - num veículo Tempra - foi discreta, aos cuidados do assessor da entidade, Vandembergue Machado. O recibo de entrega foi assinado no Senado pelo secretário da comissão, Will de Moura Wanderley. Na Câmara, a entrega foi feita ao presidente da CPI da Nike, deputado Aldo Rebello (PCdoB-SP), e ao deputado Dr. Rosinha (PT-PR). Rebello recebeu os dados antes do prazo de 72 horas que havia fixado para que o presidente da CBF lhe encaminhasse as alterações que foram feitas no contrato com a Nike. Ele tomou essa decisão ao constatar que no contrato inicialmente encaminhado à CPI não constavam essas mudanças. _______________________________________ Vôlei Bagunça e protesto abrem a Superliga SÃO PAULO Da Agência Folha A abertura da edição 2000/2001 da Superliga, principal competição do calendário nacional e que reúne times de todo o país, está sendo marcada pela indignação de uma parte dos treinadores e jogadores e pelo calendário mal planejado divulgado pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). "Nós jogamos dez jogos em 11 dias." "Não teve nenhuma competição de maio a agosto. Agora, teremos oito só neste segundo semestre." As reclamações são, respectivamente, de Ricardo Navajas e Sérgio Negrão, técnicos do Fenabb/Suzano e do BCN/Osasco, ambas equipes de São Paulo. Hoje à noite, a partir das 19h30, Telemig Celular/Minas e Bunge/ Barão, de Blumenau, fazem o jogo de abertura do masculino. O Minas inicia a defesa de seu título sem poder contar com o meio-de-rede Douglas, suspenso por uma partida por ter sido expulso no último jogo da final da temporada passada, contra a Unisul. Os dois times se enfrentarão no ginásio Pio 12, em Belo Horizonte, menos de três dias depois de encerrarem a participação na Taça Premium, torneio criado pela CBV para que os times se preparassem para a Superliga. A competição, disputada em Três Corações (MG), teve a participação de Palmeiras, Vasco, Minas, Barão e a Uneb, de Brasília, que este ano estréia no torneio. Paralelamente ao torneio em Minas Gerais, a cidade de Tubarão, em Santa Catarina, recebeu a Supercopa dos Campeões, que reunia as equipes da Ulbra, Unisul, Banespa e Suzano. A proposta da entidade de fazer um pré-aquecimento para a Superliga, porém, acabou se transformando em um tormento a mais para alguns clubes. "Não sei por que disputar esse torneio (Supercopa). Não foi à toa que deixei o time titular descansando e entrei em quadra com os meninos que não jogaram no Paulista", disse Ricardo Navajas. O Suzano não teve folga desde a final do Paulista, no dia 11. De lá para cá, o time disputou os Jogos Abertos e a Supercopa, não obtendo mais do que 24 horas de descanso entre um jogo e outro. Da mesma forma, o Vasco disputou o Estadual do Rio até o dia 12. Com três de seus principais jogadores contundidos, a equipe carioca decidiu priorizar a Superliga e escalou um time misto para a disputa da Taça Premium, da qual acabou saindo vencedora. Mais comedido nas declarações, Jorge Schmidt, técnico da Ulbra, considerou positiva a participação de sua equipe na Supercopa, mas fez algumas ressalvas. "A experiência foi válida para dar ritmo de jogo para meus atletas. O problema foi que já tínhamos dois atletas contundidos, e o Anderson se machucou mais seriamente. Mas era um risco que corríamos." O desgaste de seus atletas pode ser um dos motivos para as contusões. Neste semestre, a Ulbra já disputou os campeonatos Paulista e Gaúcho, além da Supercopa. "Só no final poderemos dizer se esse excesso de jogos prejudicou o desempenho da equipe. Aí aprenderemos a ser mais comedidos na próxima temporada", disse. Outro que se mostra preocupado com o ritmo de jogos é o ponta do Suzano Marcelo Negrão, ex-seleção brasileira. "O Suzano é um time que joga muito durante o ano. Não vou negar que é desgastante. Mas quando o atleta vai para o clube, sabe que terá uma rotina de muito trabalho. Por isso, não podemos reclamar agora da maratona", disse o jogador, que foi poupado da Supercopa. A Superliga apresenta uma mudança no regulamento em relação a 99. A pedido dos atletas, os oito mais bem colocados na primeira fase jogam as quartas-de-final em uma série melhor de três jogos. Em 1999, os dois melhores classificaram-se automaticamente para a semifinal, e os seis times restantes foram divididos em dois grupos, que selecionaram os outros dois semifinalistas. A primeira fase do torneio será disputada até o dia 15 de março. Para conseguir realizar os 156 jogos desta fase nesse espaço de tempo, os times deverão atuar cerca de três vezes por semana, mais um motivo para reclamação de Ricardo Navajas. "A Superliga deveria começar em outubro e ter um jogo, no máximo dois, por semana", afirma. Na temporada passada, porém, a maratona de jogos acabou sendo maior do que a prometida para o campeonato de 2000/2001. Foram 182 jogos na primeira fase entre 7 de dezembro e 18 de março. _______________________________________ Cruzeiro x Malutrom Mineiros evitam clima do ‘já ganhou’ "Humildade" do Cruzeiro começou antes mesmo da vitória de 3 a 0 que o time obteve no Paraná, na última quinta-feira BELO HORIZONTE Da Agência Folha Melhor time da primeira fase da Copa João Havelange, há sete partidas sem derrota na competição e podendo perder hoje para o Malutrom por até 2 a 0, no Mineirão, jogadores e dirigentes do Cruzeiro insistem em não entrar no clima de "já ganhou". "Seriedade", "vontade" e "determinação" foram alguns dos termos usados pelos mineiros para descrever as qualidades que a equipe deve ter se quiser eliminar o Malutrom. O Cruzeiro só perdeu uma vez em casa, na JH - para o Atlético-PR, na estréia, em julho. A "humildade" mineira começou antes mesmo da vitória de 3 a 0 que o time obteve no Paraná, na última quinta-feira, na primeira partida das oitavas-de-final entre as duas equipes. Quando o Malutrom foi definido como o adversário do Cruzeiro nas oitavas, torcedores e a imprensa se esmeraram em enumerar as diferenças entre o "grande" Cruzeiro e o "nanico" Malutrom. Mais de uma vez, o enfrentamento bíblico entre Davi e o gigante Golias foi usado como metáfora para a partida. Embora o jogo de quinta tenha mostrado que o gigante é mesmo o grande favorito, atletas e dirigentes do Cruzeiro, a começar pelo técnico Luiz Felipe Scolari, sempre deram declarações como se o time fosse enfrentar um dos grandes do futebol nacional. Depois da goleada de quinta-feira, a "humildade" continuou. O atacante Geovanni disse que o resultado no Paraná foi bom, mas "que ninguém deve se esquecer que há mais um jogo e que, para a classificação, o Cruzeiro tem que manter a mesma vontade". Scolari afirmou que "nada está definido" e que os jogadores teriam que ir para o segundo jogo com seriedade, caso contrário poderia haver surpresas desagradáveis. Nem Jackson, grande nome da partida de quinta, tendo feito dois gols, quis cantar vitória. "Os jogadores têm o mesmo pensamento (de Scolari). Não está nada ganho, demos apenas o primeiro passo", disse. Diante disso, Scolari afirmou que não pretende poupar ninguém, a não ser quem estiver machucado. Três jogadores – o goleiro Fabiano, o zagueiro Cléber e o meia Jackson – reclamaram de contusões e passam hoje por uma revisão médica final. A diretoria anunciou ainda que o preço dos ingressos vai ser reduzido, como forma de atrair um bom público ao estádio. CRUZEIRO Fabiano (Jefferson); Rodrigo, Cris, Cléber (Marcelo Djian) e Sorín; Donizete Oliveira, Ricardinho, Jackson (Viveros) e Sérgio Manoel; Oséas e Geovanni. Técnico: Luiz Felipe Scolari MALUTROM Vílson; Adriano, Márcio, Sílvio e Ednélson; Nivaldo, Reginaldo, Tcheco e Rodrigo Batata; Aléssio e Calmon. Técnico: Amauri Knevitz Local: estádio do Mineirão, em Belo Horizonte; horário: 17h; juiz: Álvaro Quelhas (RJ) _______________________________________ Satisfeito, Malutrom quer despedida digna O técnico do Malutrom, Amauri Knevitz, afirmou que são "mínimas" as chances de sua equipe se classificar para a próxima fase da Copa João Havelange, mas se disse satisfeito com a campanha do time e acredita que o clube deu uma lição no futebol brasileiro. Clube-empresa há dois anos, com a folha de pagamento em dia e patrocínio da Renault, o Malutrom é hoje, na opinião de Knevitz, um exemplo de organização a ser seguido. "O resultado está aí: em menos de três anos de futebol profissional, já somos um nome conhecido em nível nacional", declarou o treinador. Embora sejam remotas as chances de classificação do time – que perdeu a primeira partida para o Cruzeiro por 3 a 0 -, Knevitz quer que seus jogadores se empenhem ao máximo no jogo de hoje, para encerrar "com dignidade" a participação no campeonato. Para prosseguir na Copa JH, o Malutrom precisa fazer pelo menos quatro gols no Cruzeiro – ganhando por 3 a 0, haveria disputa de pênaltis. "Queremos fazer um bom jogo, para terminar bem uma competição onde nos saímos bem", disse o treinador, referindo-se ao título conquistado pelo Malutrom, o do módulo verde e branco da Copa JH, o equivalente à terceira divisão do futebol brasileiro. Assim como na primeira partida, o Malutrom entrará em campo desfalcado hoje. Os atacantes Flávio e Maurício, ambos contundidos, não poderão jogar. Em compensação, o time terá o reforço do atacante Calmon, que cumpriu suspensão na última partida. Outra novidade no time será a entrada do volante Nivaldo no lugar de Émerson. Knevitz disse que está sendo sondado por outros clubes, mas pretende continuar no Malutrom na próxima temporada. _______________________________________ Flu x São Caetano Espinosa quer evitar desatenção na zaga RIO DE JANEIRO Da Agência Folha Evitar as freqüentes desatenções da defesa é a ordem no Fluminense para tentar garantir uma vaga para a próxima fase da Copa João Havelange, hoje, contra o São Caetano, no Maracanã. O Fluminense pode empatar em até dois gols para se classificar. A primeira partida, na quinta-feira, em São Paulo, terminou em 3 a 3 - se o resultado se repetir, a decisão irá para os pênaltis. Essas desatenções permitiram gols adversários nos últimos três jogos – contra Goiás, Ponte Preta e o próprio São Caetano. No jogo da última quinta-feira, o Fluminense chegou a liderar a partida por 2 a 0, com apenas 11 minutos disputados. Ainda na etapa inicial, permitiu a reação que levou à virada do rival. Em dez minutos, sofreu três gols. O Fluminense só conseguiu empatar o confronto aos 45 minutos do segundo tempo. Para o técnico Valdyr Espinosa, o resultado não pode ser atribuído somente ao "cochilo" tricolor. "Foi normal, não foi só falha da nossa equipe. O São Caetano é um bom time, perigoso, mas precisamos ficar mais atentos às bolas cruzadas na área", disse Espinosa. A velocidade dos rivais impressionou também o zagueiro César. "Eles são muito rápidos", disse. Hoje, César formará dupla de zaga com Régis, que está sem atuar há cerca de três meses, por causa de duas fraturas no braço direito. Ele substitui Agnaldo, que vinha jogando, mas teve uma lesão na coxa direita. César também reclamou atenção de seus companheiros. "Temos tomado muitos gols bobos, em jogadas de bola parada. Nosso time não pode se acomodar quando está vencendo. Já tinha acontecido contra o Goiás e a Ponte Preta. Agora chega desse tipo de bobeira", disse o zagueiro. São Caetano – O São Caetano, além de precisar vencer ou conseguir um empate em quatro gols para se classificar, terá outro desafio a superar amanhã: muitos atletas irão jogar no Maracanã pela primeira vez. "É uma motivação a mais. Temos que manter a tranqüilidade para buscar o resultado independentemente do local da partida", disse o lateral César, que fará a sua estréia no estádio carioca. "Joguei apenas duas vezes no Maracanã, venci uma e perdi a outra, mas acho que a gente não pode se intimidar com isso", afirmou Adãozinho. O técnico Jair Picerni manterá a mesma equipe da última quinta-feira, com Adhemar e Wágner no ataque. O zagueiro Dininho, suspenso, e o volante Márcio Griggio, contundido, serão os desfalques da equipe do São Caetano.
FLUMINENSE Murilo; Paulo César, César, Régis e Jorge Luis; Fabinho, Marcão, Jorginho e Roger; Roni e Magno Alves. Técnico: Valdyr Espinosa SÃO CAETANO Sílvio Luís; Japinha, Daniel, Serginho e César; Claudecir, Esquerdinha, Aílton e Adãozinho; Wágner e Adhemar. Técnico: Jair Picerni Local: estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro; horário: 16h; juiz: Carlos Eugênio Simon (RS) _______________________________________ Copa JH Aumenta a média de público SÃO PAULO Das Agências A segunda fase da Copa João Havelange, que começou no meio desta semana com seis partidas, elevaram as médias da competição. Os 15 gols marcados proporcionaram uma média de 2,50 gols por partida, inferior à da primeira fase, que foi de 2,89 gols por jogo. Mas a média de público começou maior do que a da primeira fase. Nos jogos de meio de semana, a média de público foi de 15.723 pagantes por jogo. Na primeira fase esta média foi de 9.956 pagantes por partida. Copa JH – Grupo Azul Primeira fase Maior Renda: R$ 520.842,50 (Bahia 1x0 Vitória) Maior Público Presente: 72.457 (Fluminense 1x1 Flamengo) Maior Público Pagante: 64.078 (Bahia 1x0 Vitória) Menor Renda: R$ 1.910,00 (Gama 1x2 Guarani) Menor Público: 288 (Gama 1x2 Guarani) Total da primeira fase Parcial da segunda fase Jogos: 300 Jogos: 6 Arrecadação: R$ 21.179.181,72 Arrecadação: R$ 647.285,00 Média: R$ 70.597,27 Média: R$ 107.880,83 Público: 2.986.816 Público: 94.338 Média: 9.956 Média: 15.723 Gols: 867 Gols: 15 Média: 2,89 Média: 2,50 Total geral JOGOS: 306 Arrecadação: R$ 21.826.466,72 Média: R$ 71.328,32 Público: 3.081.154 Média: 10.069 Gols: 882 Média: 2,88 _______________________________________ Paraolimpíada Brasileiros negam acusação de fraude Das Agências O presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), João Batista Carvalho e Silva, rebateu as afirmações do jornalista espanhol Carlos Ribagorda sobre a suposta participação fraudulenta de atletas paraolímpicos do Brasil na Olimpíada de Sydney, realizada em outubro. Fingindo ser deficiente mental, o jornalista fez parte da equipe espanhola de basquete - medalha de ouro na Austrália. O dirigente brasileiro declarou que os patrocinadores investiram R$ 5,3 milhões na equipe paraolímpica do País. Além disso, foram feitos estudos e avaliações científicas com todos os atletas da delegação, por cinco universidades brasileiras e pela Associação Brasileira de Desportes para Deficientes Mentais (ABDEM). "Todas as regras internacionais estabelecidas pelo Comitê Paraolímpico Internacional foram respeitadas" assegurou. O presidente do CPB também expressou sua profunda indignação e tristeza com a denúncia do jornalista espanhol, "pois não se pode buscar subterfúgios para ganhar medalhas". João Batista acrescentou que, quando estava acompanhando os atletas em Sydney, muitos dirigentes comentavam sobre a ótima atuação da seleção espanhola de basquete. O técnico da seleção brasileira de basquete - categoria deficientes mentais -, Getúlio Gonzales de Oliveira, afirmou que todos os 11 atletas levados a Sydney estudaram na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), sendo que dez são do time de Mauá, também treinado por ele, e um de Ribeirão Preto, que foi devidamente entrevistado por uma psicóloga antes de ser inscrito. "Sou técnico de deficientes mentais há 10 anos, nunca vi um time como o deles (os espanhóis). Eles ganharam da gente por 97 a 68 jogando muito bem, meus atletas não conseguiram jogar", revelou Getúlio Oliveira. O presidente da ABDEM, o deputado federal Flávio Arns (PSDB-PR), confirmou que foram feitos testes com todos os atletas paraolímpicos brasileiros, de acordo com a Federação Internacional de Desportes para Deficientes Mentais (FIDDM). "Todos os atletas que foram a Sydney têm QI abaixo da média, são assistidos de longa data por nós, pois sempre estudaram em APAEs", completou o deputado. _______________________________________ Memória Pesquisadores preserva história do futebol SÃO PAULO Da Agência Folha Pessoas comuns, com profissões não ligadas ao futebol, estão ajudando a preservar a história do esporte no Brasil e no mundo. Por hobby, elas arquivam material sobre o assunto e servem de referência para outros amantes da bola. Graças a esses historiadores do futebol, é possível saber a escalação da seleção brasileira em uma partida do começo do século ou quem foi o campeão romeno da década de 50. Ou ainda verificar os times listados em um volante de loteria esportiva de 1982. O hobby às vezes acaba em remuneração financeira, quando se recebe pela consulta ao arquivo, ou em recompensa espiritual, na forma de um livro de pequena tiragem, ou a criação de um museu com o material. Porém, na maioria das vezes, a satisfação é só trocar informações ou doar o arquivo para uma biblioteca. Apesar de os pesquisadores mais idosos serem os mais reconhecidos e terem os arquivos mais completos, eles são minoria. Os mais novos se beneficiam por conviverem desde cedo com a Internet. Marcelo Leme de Arruda, 27, aficionado por tabulação de dados futebolísticos, colecionava volantes de Loteria Esportiva na infância e listava os times participantes. "Esse hobby tomou corpo e impulso a ponto de, hoje em dia, eu possuir uma coleção de nomes de quase 10 mil times." Leme de Arruda, que mora em São Paulo, diz ter sido influenciado pela Folha de S.Paulo. "Na Copa-86, a Folha criou um índice para justificar o favoritismo das seleções. Três anos depois, o jornal publicou uma tabela com chances percentuais de cada equipe chegar à final do Brasileiro. Essas reportagens foram decisivas para eu optar pela faculdade de estatística." O mestrado foi sobre estatística no futebol, e serviu de base para um site (www.ime.usp.br/ºmlarruda/chgol.html). José Ricardo Caldas e Almeida, 43, um bancário de Brasília, adquiriu, desde criança, várias revistas de futebol. "Com o tempo, comprei publicações antigas e muitos livros. Hoje, tenho uma razoável biblioteca futebolística." Através de correspondência, ele entrou em contato com pessoas que tinham o mesmo hobby e tentou criar uma associação. Não deu certo, mas ocorreu intensa troca de material, "princípio básico de quem gosta de pesquisas". De 92 a junho deste ano, Calda e Almeida editou o Jornal do Futebol, publicação caseira, mensal e depois bimestral, que chegou a ter mais de 100 exemplares. Já Mauro Prais, 43, um engenheiro elétrico que hoje vive nos EUA, estima que assistiu, de 1963 a 1985, quando imigrou, cerca de 1.500 partidas em estádios. Desde pequeno, ele guardava publicações esportivas. No exterior, ele recebia com duas semanas de atraso os recortes que seus pais lhe mandavam com notícias do Vasco, seu clube. Em 1993, ele começou a acompanhar um grupo de discussão na Internet. "Daí surgiu o primeiro site do futebol brasileiro, criado após a Copa-94. Em 1995, eu criei um site para o Vasco (www.spaceports.com/ºmprais/ vasco/index.html), que foi o segundo de clube brasileiro." Por telefone, ele contou à reportagem que tem outra explicação para seu interesse por dados do futebol. "Além de hobby, é um vício. Costumo dizer que é minha cachaça." _______________________________________ Ponte x Grêmio Campineiros decidem vaga com gaúchos Meta da Ponte Preta é manter a média de gols da primeira fase, o que Pode representar a classificação hoje CAMPINAS Da Agência Folha A Ponte Preta tem que manter sua média de 2,04 gols por partida na primeira fase, hoje, no jogo contra o Grêmio, às 16h, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, para garantir a classificação para as quartas-de-final da Copa João Havelange. O time campineiro terminou a primeira fase da JH com o melhor ataque da competição, com 49 gols marcados. Outro fator que motiva a equipe ponte-pretana é o retrospecto positivo em jogos em casa. Em 12 partidas disputadas em Campinas na primeira fase da competição, a Ponte Preta tem um aproveitamento de 77,77%. O time venceu nove jogos, empatou um e perdeu apenas dois no estádio Moisés Lucarelli. Com a derrota por 1 a 0 na última quinta-feira para o Grêmio, em Porto Alegre, a Ponte Preta precisa vencer o time gaúcho por uma diferença de dois gols para garantir a classificação no tempo normal da partida. Em caso de uma vitória do time campineiro por 1 a 0, a vaga para a próxima fase do mata-mata será definida nos pênaltis. Se a Ponte Preta vencer o time gaúcho por um gol de diferença, com o Grêmio também marcando gols -2 a 1; 3 a 2 ou 4 a 3- a vaga fica com o time gaúcho. O regulamento da Copa JH determina que, se os dois times empatarem em número de pontos e saldo de gols, o primeiro critério de desempate é o número de gols marcados na casa do adversário. Se persistir o empate, a decisão será nos pênaltis. "É difícil entender o regulamento. Um time que teve melhor campanha na fase anterior pode ser eliminado da competição, se sofrer um gol dentro de casa", disse o atacante Washington, uma das esperanças da torcida ponte-pretana na partida contra o Grêmio. Washington é o artilheiro da Ponte na Copa JH, com 16 gols. O técnico Nelsinho Batista, que montou um esquema defensivo, com três volantes, no primeiro jogo, em Porto Alegre, deve mudar para a partida de hoje. O meia Marco Aurélio deve voltar no lugar do volante Roberto. Nelsinho também pode optar pela entrada do atacante Macedo no lugar de Roberto. Dessa forma, a Ponte atuaria com três atacantes - Washington, Macedo e Hernani. O técnico ponte-pretano confirmou que o zagueiro Alex será o substituto de André Santos, que cumpre suspensão pela expulsão no jogo da última quinta-feira. A equipe que se classificar hoje enfrenta, na seqüência do mata-mata, o vencedor do confronto entre Sport e Remo. PONTE PRETA Adriano; Daniel, Alex, Ronaldão e Wagner; Mineiro, Fabinho, Marco Aurélio (Macedo) e Piá; Hernani e Washington. Técnico: Nelsinho Baptista GRÊMIO Danrlei; Anderson, Marinho, Nenê e Patrício; Gavião (Eduardo Costa), Anderson Polga, Itaqui e Zinho; Ronaldinho e Warley. Técnico: Celso Roth Local: estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP); horário: 16h; juiz: Antônio Pereira da Silva (GO) _______________________________________ Grêmio Meta é explorar o nervosismo do rival PORTO ALEGRE Da Agência Folha O técnico do Grêmio, Celso Roth, afirmou ontem que a equipe gaúcha não vai "se encolher" na defesa, mas buscar jogadas ofensivas para derrotar a Ponte Preta ou pelo menos melhorar seu saldo qualificado. Como derrotou seu adversário por 1 a 0 esta semana, em Porto Alegre, caso faça um gol no jogo de hoje, poderá sofrer dois e mesmo assim se classificar. Por isso, apesar de o empate assegurar a classificação para a próxima fase, o Grêmio planeja surpreender a Ponte Preta. "Temos que jogar com inteligência, olhando para o regulamento. O que interessa é a nossa classificação. Podemos explorar o nervosismo deles para matar o jogo no momento certo", disse o meia Zinho, capitão da equipe. A opção de Roth deverá ser de marcar forte já na saída de jogo adversária e se utilizar da velocidade de Warley e Ronaldinho para o contra-ataque. A formação da equipe terá uma alteração em relação à que derrotou a Ponte Preta: Anderson Lima entrará na lateral-direita. É provável que Patrício seja deslocado para a esquerda e Sandro Neves saia da equipe. O volante Gavião, machucado, poderá ser substituído por Eduardo Costa. Há uma preocupação especial do Grêmio em relação à saída de jogo. No primeiro tempo do jogo da última quinta-feira, a dupla de volantes (Gavião e Anderson Polga) demonstrou dificuldades para a armação das jogadas. Como Zinho estava bem marcado, a equipe gaúcha teve dificuldades no meio. De acordo com o zagueiro Marinho, que conseguiu segurar Washington na primeira partida (as jogadas aéreas do adversário são uma preocupação), o Grêmio vai "entrar com o coração na ponta da chuteira" na partida de hoje. "Temos de fazer valer nossa vantagem. Vamos jogar a vida em Campinas. A chance da classificação existe, mas temos uma batalha pela frente." _______________________________________ Sport x Remo Mesmo em casa, Leão arma contra-ataques RECIFE Da Agência Folha O Sport pretende explorar os contra-ataques contra o Remo, hoje em Recife, no jogo que vai decidir uma vaga para as quartas-de-final da Copa João Havelange. A estratégia leva em conta a vantagem obtida pelos pernambucanos, que venceram a primeira partida por 2 a 1, em Belém, e agora podem até perder por 1 a 0 que se classificam. O técnico Emerson Leão quer o time cauteloso principalmente nos primeiros 30 minutos de jogo, quando espera maior pressão da equipe do Remo. O treinador pediu mais atenção na marcação dos atacantes paraenses. Na primeira partida, a defesa do Sport foi envolvida várias vezes por jogadas rápidas, principalmente pelas laterais. Leão, no entanto, não quer que um eventual excesso de cautela modifique a principal característica do Sport: a velocidade no toque de bola entre os jogadores do meio de campo e do ataque. "O Remo tem jogadores habilidosos, e não podemos relaxar só porque conseguimos uma vantagem no primeiro jogo", disse o meia Sidney, autor do primeiro gol do Sport domingo passado. "Temos que jogar com tranqüilidade para não sermos surpreendidos, mas sem sair de nossas características", afirmou. Por determinação de Leão, ninguém comenta a possibilidade de confronto com o Grêmio ou a Ponte Preta nas quartas-de-final. "Temos uma vantagem, mas ainda não estamos classificados", disse o meia Adriano. O treinador vai manter hoje a mesma equipe que jogou domingo. O lateral-direito Saulo permanecerá no time no lugar de Russo, que continua machucado. Para estimular a torcida a comparecer ao jogo, a diretoria do Sport reduziu em 50% o preço dos ingressos. O ingresso para a arquibancada, que custava R$ 10, está sendo vendido a R$ 5. SPORT Bosco; Saulo, Érlon, Sandro Blum e Dutra; Sidney, Leomar, Adriano e Almir; Leonardo e Tailson. Técnico: Emerson Leão REMO Ivair; Marquinhos, Cametá, Ariomar e Luiz Fernando; Márcio, Alexandre, Jurinha (Jaime) e Daniel Edgar; Robinho e Balão. Técnico: Paulo Bonamigo Local: estádio da Ilha do Retiro, em Recife; horário: 16h (17h em Brasília); juiz: Márcio Rezende de Freitas (MG) _______________________________________ Estádio do Remo é assaltado BELÉM Das Agências Os últimos dias foram muito difíceis para o Remo. Depois de ser derrotado em casa pelo Sport, por 2 a 1, pelas oitavas-de-final da Copa João Havelange, o clube foi assaltado na tarde de sexta-feira. Por volta das 16h30, o tesoureiro Mário Sampaio chegava ao Baenão, estádio do Remo, quando foi abordado por quatro bandidos armados, que levaram R$ 50 mil. O dinheiro acabara de ser retirado do banco e serviria para pagar os funcionários, como médicos, enfermeiros e cozinheiras. No momento do assalto, o elenco do Remo já tinha viajado para Recife, onde enfrentará o Sport no domingo, na Ilha do Retiro, pela partida de volta das oitavas-de-final. _______________________________________ Santos Diretoria define prazo para mudanças Presidente prefere manter em sigilo lista de jogadores que serão dispensados SANTOS Das Agências O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, já anunciou que até o final da próxima semana conclui a reformulação que pretende desencadear na equipe, visando à pré temporada que se inicia em janeiro e, principalmente, à preparação do time para o Campeonato Paulista de 2001. Reduzir gastos, sem enfraquecer o elenco, é o primeiro passo das mudanças, que incluem ainda a contratação de três gerentes remunerados: de futebol, financeiro e administrativo e de marketing. Como as finanças vêm se constituindo na maior preocupação do clube, o cargo de gerente financeiro já foi escolhido. Rubens de Jesus dará seu aval a todas as ações financeiras de agora em diante. O primeiro problema a ser solucionado, a curto prazo, diz respeito à contratação do novo treinador, prioridade do time. A atual diretoria não esconde de ninguém que Nelsinho Baptista, atual técnico da Ponte Preta, é o preferido. Resta saber se, dentro da política de contenção de despesas, que começa a ser adotada, o clube teria condições de assumir a nova contratação. A gerência de futebol é outro cargo importante. Teixeira estuda alguns nomes, dentre os quais destacam-se Bebeto de Freitas, Paulo Angione e José Carlos Brunoro. Ele faz segredo sobre o preferido, mas não tem dúvidas de que caberá ao novo gerente, além de administrar o setor, evitar novos atos de indisciplina, que chegaram a atrapalhar o desempenho da equipe na atual temporada. O último envolveu o atacante Edmundo com o zagueiro Claudiomiro, que se estranharam no jogo entre Santos e Botafogo, na Vila Belmiro. Dispensas – Marcelo Teixeira prefere manter em sigilo a lista de jogadores que deverão ser dispensados no retorno das férias. O Santos investiu alto na contratação de reforços, buscando a obtenção de um título, aguardado há 16 anos pela torcida e, no entanto, teve de se contentar com a condição de vice, no Paulista. As dispensas só não ocorrem, de imediato, porque esbarram no problema das multas contratuais, consideradas altíssimas, como é o caso do volante Rincón, estipulada em R$ 5,8 milhões. Diante do impasse, o Santos tentará facilitar a saída dos jogadores que pretenderem mudar de clube, como é o caso do próprio Rincón, que estaria interessando ao Corinthians; do veterano Valdo, que negocia sua transferência para a Matonense; do atacante Caio, que poderá retornar ao Flamengo; de Anderson, que deverá ser devolvido ao Internacional, entre outros atletas que podem deixar a Vila Belmiro antes do final do ano. Todas essas mudanças têm por objetivo o enxugamento da folha salarial, que supera hoje os R$ 2 milhões mensais. _______________________________________ |
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