Local Umuarama, Domingo, 26 de Novembro de 2000

Aids

Perigo pode estar ao lado

Já não existem mais grupos de riscos, qualquer pessoa pode ter Aids; contaminação cresce entre as mulheres casadas

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

A Aids não vem mais da promiscuidade, mas sim do descuido humano. Não existem mais grupos de riscos, qualquer pessoa pode ser contaminada. Ricos e pobres têm Aids, pais e mães de família, negros e brancos de todas as classes sociais. É assim que Lúcia de Fátima Rueles, 26 anos, presidente do grupo ‘União pela Vida de Umuarama’, classifica a contaminação do vírus HIV, que se espalha a cada dia. O grupo, uma Organização Não Governamental (ONG), sem fins lucrativos, vem dando apoio aos portadores do HIV, principalmente às mulheres contaminadas dentro do casamento. A contaminação entre mulheres que acreditam estar protegidas pela fidelidade conjugal, é uma das principais preocupações das autoridades ligadas à saúde pública.

Lúcia é portadora do HIV. Ela descobriu que estava com o vírus há aproximadamente 4 anos. Lúcia conta que contraiu o vírus do namorado e só ficou sabendo, quando ele ficou doente, morrendo em seguida. "No primeiro impulso fui forte, mas quando realmente os exames confirmaram a contaminação, entrei em depressão, me escondi e cheguei a tentar suicídio", conta. Ela fez três exames para ter realmente a certeza que estava com o vírus.

Lúcia diz que escondeu a verdade dos amigos e da família, mas começou a entrar em conflito consigo mesma. Para entender o que realmente estava acontecendo ficou internada algum tempo no Hospital Osvaldo Cruz, em Curitiba, onde passou por terapia. Hoje, ela tenta levar uma vida normal, apesar do preconceito que tem enfrentado, depois que começou se expor publicamente.

A contaminação do HIV fez com que Lúcia tivesse outros problemas de saúde. Ela tem toxoplasmose cerebral (doença cosmopolita causada por protozoário de gato), que faz com que fique mais debilitada. "Todos os meses faço os exames para saber se a carga viral está controlada, e o CD4 que detecta a resistência imunológica do organismo", afirma. Lúcia toma o coquetel (AZT e outros remédios para doenças oportunistas).

Combate à Aids - O grupo ‘União pela Vida de Umuarama’ pretende desenvolver um trabalho de conscientização no dia 1º de dezembro, quando se comemora o Dia Mundial de Combate à Aids, para conscientizar a população sobre os perigos da contaminação. Serão distribuídos panfletos e um carro de som fará um trabalho nas proximidades da Unipar, para alertar principalmente os universitários. Na oportunidade, o grupo também vai apresentar uma música. A campanha que será apresentada pelo Ministério da Saúde, vai abordar a contaminação entre as mulheres casadas: ‘Não leve Aids para casa’.

O grupo ‘União pela Vida de Umuarama’ vem sendo organizado há um ano na cidade. São médicos, profissionais da saúde e de vários outros segmentos que desenvolvem o trabalho de conscientização e palestras em escolas. A organização mantém sigilo sobre as pessoas que têm o vírus e para ajudar os mais carentes, o grupo vende camisetas para arrecadar dinheiro. "Existem pessoas usando o nome da organização, mas a única coisa que vendemos são as camisetas", alerta Lúcia Rueles, lembrando que a Secretaria Municipal da Saúde, vem dando total apoio ao grupo, que está formando um departamento jurídico e pretende manter parcerias com psicólogos para ajudar na reabilitação das pessoas contaminadas pelo vírus HIV.

_______________________________________

Não existe controle sobre o

número de casos na cidade

Desde 1985, a 12ª Regional da Saúde de Umuarama acumula 100 casos de Aids notificados na cidade, dos quais, muitos já morreram. Os exames de HIV são feitos pelo Lacen em Curitiba, através do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisa). Segundo Márcia Dias Menon Simas, enfermeira chefe do Cisa, 67 pacientes fazem o tratamento atualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 37 de Umuarama e 30 da região de 22 municípios gerenciados pelo Consórcio.

Existem outros pacientes que fazem tratamento em consultório particular com infectologista, mas na realidade não existe um controle mais profundo sobre o número de pessoas infectadas pelo vírus. "Não existe mais grupos de riscos, qualquer pessoa pode ter Aids. Uma pessoa doa sangue, faz o exame, mas a janela imunológica está fechada e o resultado pode ser falso-negativo. Uma outra pessoa recebe o sangue contaminado e passa ser portadora, sem saber", afirma.

Preconceito – Embora os primeiros casos de Aids tenham surgido há alguns anos, o preconceito ainda é o grande problema. Lúcia Rueles, presidente do grupo ‘União pela Vida de Umuarama’, diz que sua família (pais e filhos do primeiro casamento) tem sofrido preconceito até por parte de vizinhos. "Quando é só comigo, não me importo, mas quando afeta os meus filhos (uma menina de 10 e um menino de 7 anos), fico magoada. Meus filhos não tem culpa", desabafa. "As pessoas ainda não entenderam, que Aids não pega através de um aperto de mão ou carinho. O preconceito é o que mata mais rápido".

Os doentes de Aids também enfrentam problemas na hora de serem internados em hospitais locais. Em Umuarama, apenas um hospital possui leitos para aidéticos, mas a maioria é levada para o Hospital Osvaldo Cruz, de Curitiba.

Em alguns casos, o paciente fica isolado, como se tivesse uma doença contagiosa. Segundo o promotor Jorge Fernando Barreto da Costa, da Defesa do Consumidor, os hospitais são obrigados a receber o paciente com Aids e só pode ficar em isolamento se tiver uma doença infecto-contagiosa, do contrário, merecem o mesmo tratamento que os demais pacientes.

Os doentes de Aids que forem discriminados poderão procurar o Ministério Público para denunciar. Discriminação é crime previsto no Código Penal.

_______________________________________

Ainda há resistência

ao uso de preservativo

Uma pesquisa apresentada pelo Ministério da Saúde, com brasileiros entre 16 a 65 anos, demonstrou que 76,1% dos 60 milhões de entrevistados não usam preservativos. Deste número, 69% têm conhecimento dos riscos de contaminação. No mesmo levantamento foi constatado que 20% dos homens mantêm relacionamentos extraconjugais, sendo que 32% não usam camisinha de forma alguma.

No grupo dos adolescentes, apenas 25% usam camisinha em todas as relações, ao contrário de oito anos atrás, quando apenas 8% usavam. A pesquisa mostra ainda, que um dos motivos que levou os adolescentes a ter maior consciência sobre o uso do preservativo , além das doenças sexualmente transmissíveis, é prevenir uma gravidez indesejável.

Um dos motivos apresentado pelos entrevistados para não usar preservativo, é o mito da saúde perfeita. Uma das razões apresentada pelas pessoas, é que com a camisinha o prazer diminui. Segundo alguns balconistas de farmácias, muitas pessoas ainda se sentem constrangidas ao chegar no balcão de uma farmácia e pedir preservativos.

Lúcia de Fátima Rueles, do grupo ‘União pela Vida de Umuarama’, diz acreditar que o preservativo previne sim a transmissão do HIV, mas desde que seja usado corretamente.

_______________________________________

Contaminação dentro de casa

A contaminação do HIV dentro do casamento é uma das maiores preocupações da saúde pública. A mulher acredita cegamente que o marido é fiel e não se protege. Posteriormente acaba descobrindo que está com Aids. O grupo ‘União pela Vida de Umuarama’ vem acompanhando vários casos de soro-positivos que contraíram o vírus dentro da própria casa. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, 50% das mulheres infectadas são casadas e fiéis.

Há casos de mulheres, que descobriram que tinham o vírus, continuaram casadas e tiveram inclusive filhos. Graças aos cuidados tomados durante o pré-natal, as crianças não foram infectadas. O Ilustrado tentou contato com uma mulher que contraiu o vírus do marido e depois disso, teve dois filhos. Mas em virtude do seu trabalho, ela evita falar no problema com medo de perder o emprego.

Num outro caso, S.S., 33 anos, era separada do primeiro marido e acabou conhecendo outra pessoa, um caminhoneiro com 50 anos, e acabou sendo contaminada pelo vírus. "Ele tinha o vírus há 15 anos e não sabia. Só ficamos sabendo, porque teve uma diarréia que os médicos não conseguiam cortar. Já eram os sintomas da doença", lembra.

S.S. conta que morava em Porto Velho (RO) na época e veio para Umuarama, onde tinha família, para tratar do marido. "Ele ficou internado 3 meses, mas os médicos daqui não pediram o HIV. Voltamos para Porto Velho e foi uma estagiária de Medicina, uma menina de tudo, que desconfiou dos sintomas e pediu os exames. Ele já estava em fase terminal e morreu em seguida", afirma. E continua: "Cuidei dele até o final. Depois que ele morreu, fiz os exames. A primeira reação, quando descobri que tinha Aids, foi que minha vida tinha acabado. Fiquei sozinha, não tinha amigos e voltei para Umuarama".

Quando pensou que a vida tinha acabado, S.S. conheceu um jovem de 26 anos, com quem mora hoje. Ela tem o vírus, mas a doença não se manifestou e toma todos os cuidados para não contaminar o parceiro. "Nos damos super bem. A cada três meses ele faz todos os exames", finaliza. S.S. não toma medicamentos para baixar a carga viral, apenas vitaminas para aumentar a resistência imunológica do organismo e leva uma vida praticamente normal.

_______________________________________

Opinião Pública

Ilustrado fecha o ano com mais 2 títulos

Segundo as últimas pesquisas de institutos de opinião locais e regionais, o Ilustrado é líder de circulação, tiragem e preferência do leitor em todos os municípios desta região

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

Consultado todas as manhãs pelos leitores de quase 60 municípios, dentre as principais cidades do Noroeste/Oeste do Paraná, o Ilustrado comprova – através de vários títulos concedidos por institutos de pesquisa – que é um dos mais importantes veículos de comunicação do interior do Estado. Com uma cobertura diversificada e notícias que vão desde o dia-a-dia de Umuarama e região, até o que acontece no Brasil e no mundo, através das principais agências de notícias, o jornal atinge uma população que se aproxima de 1 milhão de habitantes.

Segundo as últimas pesquisas de institutos de opinião locais e regionais, o Ilustrado é líder de circulação, tiragem e preferência do leitor em todos os municípios desta região, tendo recebido por mais de 10 vezes o título de ‘Jornal de Ouro’ eleito pelos moradores destas regiões. O perfil dos leitores é das classes A, B e C, na faixa etária que varia entre 18 e 60 anos de idade (72,8%), e classes D e E (27.2%). Resultado dos investimentos constantes do diretor-presidente, o jornalista Ilídio Coelho Sobrinho, e do trabalho de uma equipe altamente capacitada, o jornal é o maior colecionador de títulos de todo o Noroeste.

Os títulos são o reconhecimento dos institutos aos veículos que mais se destacam, após amplas pesquisas de opinião pública e avaliação realizada junto a todos os segmentos da sociedade local e regional. O Ilustrado conquistou títulos dos institutos RG – Produções, Pesquisa e Promoção, ONEP (Organização Nacional de Estatísticas e Pesquisas), IPE (Instituto de Pesquisa e Estatística), VS Pesquisas e Promoções, Gralha Azul Pesquisas e Instituto de Pesquisas Braslopes, entre outros, além de votos de congratulações da Assembléia Legislativa do Estado, e outros prêmios como o de ‘Melhor Jornal da Região Entre Rios’ e ‘Jornal Qualidade Total’.

Em novembro o Ilustrado recebeu da RG – Produções, Pesquisa e Promoção, mais um título ‘Jornal Qualidade Total’. A entrega aconteceu em concorrido jantar festivo realizado no Umuarama Country Club, diante de mais de 300 convidados. No total, foram cinco prêmios ‘Qualidade Total’, nas categorias "Melhor Jornal", "Diretor de Jornal", "Editor de Jornal", "Melhor Colunista" e "Coluna Mais Lida", com o jornalista Italo Fábio Casciola. "Isto nada mais é que o reconhecimento de um trabalho que se iniciou há quase 30 anos", define o jornalista Ilídio Coelho Sobrinho, diretor-presidente do Grupo Ilustrado de Comunicação. "São prêmios assim que nos motivam a fazer novos investimentos - como o que o Ilustrado fez recentemente no seu Parque Gráfico e na redação -, sempre primando pela qualidade e pela imparcialidade da informação, valorizando os nossos leitores e anunciantes", acrescentou Coelho.

Mais um – No próximo mês, o Ilustrado receberá mais três prêmios pelo seu destaque na imprensa regional. Pesquisa do Instituto de Pesquisas Braslopes, realizada entre os dias 10 e 15 de outubro, apurou que o Ilustrado é campeão absoluto em circulação – o que rendeu o prêmio como "Jornal impresso que mais circula na região". O diretor do jornal, Ilídio Coelho Sobrinho, vai receber o prêmio "Melhor diretor de jornal impresso" e o colunista Italo Fábio Casciola será premiado como "Melhor colunista social" de Umuarama e região.

Também integrante do Grupo Ilustrado de Comunicação, a rádio Studio 100-FM, terá mais uma vez o "Locutor mais popular da FM", com o DJ Airton Guimes da Silva, o Ratinho. "O Ilustrado hoje faz parte da vida do umuaramense e também da população da região. Esses prêmios que recebemos são o agradecimento, a nossa recompensa por colocar na mão do cidadão um produto no qual ele confia", explicou Ilídio Coelho. Segundo o diretor do Instituto de Pesquisas Braslopes, publicitário Sérgio Alessandro Parreira Junges, o Ilustrado é o campeão absoluto de prêmios nos 18 anos em que ele trabalha com pesquisas. "De 10 anos para cá, o jornal vem sendo premiado consecutivamente, o que demonstra ser quase uma unanimidade perante os leitores", afirmou.

Depois de um ano repleto de conquistas, o Ilustrado se prepara para iniciar uma nova etapa em sua história. Com um investimento de quase US$ 150 mil, a partir de dezembro o jornal terá nova roupagem. Com capacidade para imprimir 80% das suas páginas coloridas, o diário aumenta circunstancialmente a qualidade da sua impressão. "E não pára por aí. Nós vamos continuar investindo e melhorando o nosso produto, para premiar o nosso leitor", acrescentou Ilídio Coelho.

O Ilustrado é o carro-chefe do "Grupo Ilustrado de Comunicação", se destacando por atingir uma área diversificada. O Grupo Ilustrado reúne ainda a Gráfica Ilustrada, rádios Studio 100-FM e Cultura-AM e o ‘Bureau Ilustrado’. "A nossa meta é diversificar para oferecer o melhor em comunicação. Se o cliente tem alguma coisa a dizer ao Noroeste/Oeste do Paraná deve utilizar o Ilustrado, porque assim estará em contato direto e permanente com toda esta região", conclui o jornalista Ilídio Coelho Sobrinho. Na Internet, o jornal pode ser acessado diariamente no endereço www.Ilustrado.com.br. Para contato via e-mail, o endereço é umuarama@ilustrado.com.br

_______________________________________

Ocupação

Mulheres ativas e destemidas

Vendedoras de cosméticos fazem freguesas e amigas neste trabalho desenvolvido com seriedade e prazer

Umuarama

Da redação do Ilustrado

A sala arrumada, o telefone toca duas vezes em menos de 30 minutos, são 10 horas, e as clientes já fazem pedidos de produtos que serão entregues logo depois em suas casas. Assim é a vida da promotora de vendas de cosméticos, Ana Paulina Valvassori Parro, mais conhecida por suas clientes como Paula. Avó de um garoto de sete anos, trabalha com vendas há 21, já recebeu inclusive um prêmio como segunda melhor vendedora de sua região.

Paula afirma que antes do trabalho como vendedora de cosméticos era uma dona de casa fechada, sem muitos amigos. O trabalho trouxe a ela não só freguesas, mas também amigas. Hoje o círculo de amizades é grande, as visitas às clientes acabam se transformando em boas conversas e trocas de experiências. A necessidade não é a única motivação para o trabalho, o prazer no que faz também conta muito. "Vou vender enquanto tiver forças",

afirma.

Dedicação - Ajudar no orçamento doméstico ou mesmo manter a casa, trabalhar com pessoas diferentes e fazer muitas amigas, é a motivação destas mulheres que batalham como vendedoras. Cleusa Afonso Rosa tem 29 anos de profissão. No início conciliava as vendas com os afazeres domésticos, atualmente com os filhos crescidos, visita clientes em tempo integral. Em finais de ano a correria é ainda maior, os Kits de presentes para o Natal movimentam ainda mais a sua agenda.

Cleusa ainda cultiva clientes do início de sua carreira e além da venda comum nas casas, tem um jeito próprio de comercializar seus produtos. Organizou um consórcio, no qual 10 freguesas pagam R$ 10, durante 10 meses, uma cliente é sorteada a cada mês e recebe um bônus de R$ 100, retirados em produtos. A única reclamação da vendedora é a falta de união entre as colegas de trabalho. "Existe muita competição", constata.

Parceria - Quem não tem do que reclamar da união entre as colegas de profissão é Ana Inácio Delgado. Esta vendedora com 10 anos de experiência, trabalha em parceria com mais cinco vendedoras, e encontraram nesta forma, uma maneira de aumentarem seus rendimentos.

Ana desenvolve também uma venda diferenciada. Hoje mais de 40% de seus clientes são homens. A grande diferença do consumidor masculino, é que a venda é mais rápida, objetiva, e o freguês é mais exigente. "O cliente telefona, me faz o pedido do produto, eu entrego e pronto", afirma. Ana ainda tem mais uma novidade nas suas vendas: seu controle financeiro é feito totalmente por uma planilha no computador, são as inovações da tecnologia.

Sempre preocupadas com o visual, bem atualizadas, e cheias de vontade de trabalhar, essas mulheres dão exemplo de garra e persistência. O trabalho, além da independência financeira, trouxe uma nova perspectiva de vida. Uma unanimidade entre essas vendedoras, é que o trabalho vai acompanhá-las até o dia em que estiverem dispostas. São exemplos como estes que fazem acreditar que o trabalho é um "santo remédio", e se for para ficar bonita e manter pessoas bonitas, melhor ainda.

_______________________________________

Comportamento

Pais devem dizer sim e não para filhos

Educar filhos significa estabelecer fronteiras e ditar regras para serem obedecidas. Isso ajuda evitar jovens revoltados

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

A relação entre pais e filhos está cada vez mais conflituosa. A falta de diálogo e a rebeldia estão tomando conta dos lares e das associações que englobam adolescentes e crianças.

Os problemas surgem desde muito cedo, quando a criança ainda está no ventre da mãe. A carência e o sentimento de rejeição, que muitas vezes a gestante sente, pois não queria a gravidez, fazem com que o novo ser, ainda na gestação, se sinta sozinho e inseguro.

O convívio na sociedade e em casa, está cada vez mais complicado para os jovens, que no futuro, serão papais e mamães, em razão das dificuldades que encontram em se relacionar.

De acordo com a psicóloga, Maria Margarida Androvicis Abrunhosa, o que está existindo, é que o casal prepara um ninho biológico e não psicológico, para recepcionar o filho. Margarida comentou, que está existindo uma falta de afeto muito grande para com os filhos, o que está gerando crianças revoltadas.

Causa - Os problemas com relacionamento entre pais e filhos têm causas primitivas. Segundo Margarida, a maioria das crianças são encomendadas antes mesmo do casamento acontecer. Esse fato de gravidez adiantada, termina provocando um matrimônio "frustrado". Ela disse que a inexistência de preparo psicológico do casal, para lidar com o primeiro filho, é uma das principais causas que geram a rebeldia e afastamento dos jovens da família. A psicóloga alertou, que deve existir uma união muito forte entre homem e mulher para que o ambiente onde o bebê será recebido seja fraterno.

Relacionamento - Margarida ressaltou, que no relacionamento entre pais e filhos, existe falta de carinho e segurança, o que acaba acarretando uma série de problemas familiares. Ela afirmou que o relacionamento que pode ser observado hoje, em grande parte dos lares, pode ser conflitante, que são conseqüência da falta de estruturação necessária para educar um filho. "Ninguém vê mais pais e filhos sentados em casa conversando. Quando um está na sala o outro está no quarto, para evitar brigas que surgem toda vez que estão juntos. A palavra diálogo foi riscada do dicionário das famílias", lembrou Margarida.

A psicóloga salientou que aquela relação afetiva, gostosa ,que deveria existir nas famílias, cedeu espaço para as brigas e rebeldia, que fazem parte do cotidiano dos lares.

Comportamento - Margarida argumentou que, os jovens não encontram amor; compreensão em casa, e diante disso vão para as ruas buscar o que falta para preencher o vazio. Esse é um dos motivos que conduzem os adolescentes para as drogas e bebidas.

Ela afirmou que é preciso saber educar os filhos, ditando regras e estabelecendo fronteiras com limites, para que a criança respeite e se sinta respeitada. "Quando os pais castigam os filhos dizendo não, e limitando seus desejos e poderes, a criança se sente amada, pois quando alguém se preocupa é porque ama", complementou a psicóloga.

A psicóloga alertou que educar filhos não significa dizer somente sim, é necessário falar não, para que o pequeno ser, que ainda está modelando sua personalidade, aprenda que a vida tem dois lados.

Personalidade - Margarida ressaltou que a criança durante seu crescimento e formação de personalidade, copia modelos, para adotar o que mais corresponde as suas necessidades. Por isso é muito importante que os pais cuidem das atitudes que tomam na frente dos pequeninos, para que o modelo copiado seja o melhor possível. "É indispensável que qualquer adulto, diante de uma criança tenha cautela, para que ela não guarde para si um modelo de pessoa errada, que será refletido no futuro. Pois a criança não copia apenas os pais, muitas vezes ela se espelha em outra pessoa, que julga mais interessante", explicou a psicóloga.

_______________________________________

Passado

Em tempos de crise, caderneta é aliada

Pequenos empresários e prestadores de serviços não vêem problema em vender fiado, e acreditam que podem evitar o calote com algumas medidas

Umuarama

Da redação do IlustradoE

m tempos de economia globalizada, cartões de crédito, talões de cheque e até mesmo compra via internet, ainda existem comerciantes que não abandonam a velha "caderneta". São pequenos empresários e prestadores de serviços que não vêem problema algum em vender fiado, e acreditam que podem evitar o calote com algumas medidas preventivas.

O Comercial Marques, é um mercadinho de bairro, cujo dono, José Marques, vê a "caderneta" como uma opção de manter as vendas de seu estabelecimento. Marques afirma que muitas pessoas não tem conta em banco, nem talão de cheques, mas são bons pagadores. A tão conhecida "pendura" é a única alternativa de alguns assalariados, aposentados e trabalhadores que não possuem registro.

O risco de receber calote não preocupa Marques, já que o cheque não é totalmente confiável. "Muitas vezes a pessoa tem cheque especial, mas não tem fundos", constata. Uma alternativa encontrada por Marques, é conferir o crédito do cliente e vender para pessoas mais conhecidas. Na verdade, "a confiança é a alma do negócio".

Única opção - Para estabelecimentos de bairros esta é uma alternativa que pode significar a sobrevivência ou fim do negócio. Marques, afirma que, quem tem mais condições financeiras prefere comprar em comércios maiores e o pequeno consumidor, é seu maior freqüentador.

Não só os mercadinhos trabalham com esse esquema de crédito. Muitos prestadores de serviços vêem nas "cadernetas" a solução para a falta de dinheiro dos clientes. As cabeleireiras, Lizete Jacó da Silva e Lúcia Maria Belo, já perderam as contas do número de freguesas que marcam suas despesas e pagam no início do mês. Para Lúcia, o calote é inevitável, mas "o pobre é o melhor pagador", dispara. Ela recebeu há poucos dias uma dívida de mais de um ano. "É algo inesperado", afirma.

Lizete acredita, que a realidade do País é que leva a este quadro de constante endividamento das pessoas. E assim, o comércio baseado na confiança caminha neste mundo tão cheio de descrédito. Ainda existem muitos comerciantes que trabalham com este sistema, só não se sabe até quando isso vai durar.

_______________________________________

Verão

Clínicas esteticistas são a sensação

Desejo de modelar o corpo e combater a flacidez, são os anseios da maioria, que vêem nas clínicas a solução para seus tormentos

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

A busca por um corpo perfeito, provocam nas mulheres um giro de 360º. No início do verão, as clínicas esteticistas aumentam seu movimento em torno de 60%. E o mais interessante é que o público que procura são de faixas etárias variadas.

O desejo de modelar o corpo e combater a flacidez são os anseios da maioria das pessoas, que vêem nas clínicas a solução para seus tormentos, como aquelas gordurinhas localizadas.

De acordo com a esteticista facial e corporal, Elis Regina Pereira de Souza, quando uma mulher desejar utilizar os serviços esteticistas para melhorar o visual do corpo ou adquirir aquele formato que deseja, deve ser feito primeiro uma avaliação para identificar a anatomia do corpo e assim, dizer a que tratamento ela deve se submeter.

Procedimento - Depois que é realizada a avaliação anatômica, Elis disse, que a mulher passa por um processo de desintoxicação, para eliminar do corpo, todo o liquido ou substâncias que causam a obesidade. Na desintoxicação é utilizado argila fango-termal, de origem de mar morto, que é empregada como um procedimento medicinal. Essa argila tem como função acordar e fazer o corpo reagir com o tratamento que está sendo iniciado. Durante o tratamento ocorrem evoluções que apontam que processo a mulher deve passar, para a continuidade do tratamento com resultado positivo.

A esteticista relatou, que após o uso da argila para reativar o corpo, é feito um combate a celulite e gordura localizada, com o auxilio de aparelhos. Elis lembrou, que antes da drenagem linfática computadorizada, que é o próximo passo do tratamento, é realizado sessões de drenagens linfáticas manuais, para um completo relaxamento do corpo. Ela argumentou que a retirada de gorduras localizadas na linfa é de extrema importância para o sucesso do processo esteticista.

Elis comentou que durante o processo para obtenção do corpo perfeito, com a redução das gorduras, começam a surgir flacidez, que são combatidas com a corrente russa de tonificação corporal, que integra o procedimento esteticista.

A esteticista salientou, que a última parte do tratamento de redução de medidas e combate a obesidade encerra com um tratamento com argila termal, que tonifica, hidrata e nutre a pele que sofreu diversos processos até chegar no ponto desejado pela paciente.

Cuidados necessários - Elis relatou que durante o tratamento é importantíssimo, que a pessoa isole de seu cardápio massas, doces, frituras, refrigerantes que contribuem apenas para aumentar os problemas relacionados ao peso e impedem a eficácia do tratamento estético. Durante o período de duração do tratamento, que varia de 3 a 6 meses, esses alimentos são cortados e sugerido uma alimentação balanceada, para que os resultados surjam. "Não adianta tratar e não controlar a boca. E depois do tratamento se quiser manter o corpo com as formas adquiridas é preciso que cuide da alimentação e faça exercícios regularmente. Caso contrário o tratamento não resolve, muito menos ajuda a possuir um corpo perfeito, com curvas bem delineadas e sem ‘pneus’", complementou a esteticista.

_______________________________________

Ginástica

Mulheres estão mais exigentes

em relação ao corpo perfeito

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

As acadêmias, que sempre foram atração para as mulheres, continuam ocupando lugar de destaque na corrida para entrar em forma em um mês. Exercícios pesados e leves que são esquecidos durante onze meses, tornam-se rotina para a maioria das pessoas, em especial para as mulheres de qualquer idade.

Os aparelhos mais solicitados são os de musculação para obtenção de resultado em pouco tempo. A procura por atividades físicas, de outubro até agora ,aumentaram em torno de 80%.

As mulheres que formam a classe mais vaidosa, são as que mais freqüentam acadêmias, preocupadas em obter as curvas mais perfeitas, para garantir a posição de musa do verão.

As mulheres não economizam em exercícios pesados, leves, e novidades que possam conduzir a um emagrecimento com rapidez. Usam e abusam de ginásticas, que significam perda de peso em curto prazo.

De acordo com uma coordenadora de acadêmia, Sheila Cristina Zacard Rosa, o que mais chama a atenção são ginásticas para reduzir gorduras localizadas.

Sheila disse, que as mulheres podem desfrutar de duas novidades no mercado que são Body Pump e Body Combat, que consistem em ginásticas de grupo, a base de artes marciais e com auxilio de aparelhos, que queimam em torno de1.200 calorias por aula praticada. Ela afirmou ainda, que as mulheres podem realizar esses exercícios para emagrecer, evitando a flacidez, e praticando uma atividade física que elimina uma quantidade boa de calorias e que não exige grande esforço, como a musculação.

Sheila argumentou, que essas ginásticas são as que demonstram o resultado mais rápido e com mais eficiência. "Mulheres que praticam o Body Pump e Body Combat, não querem outro tipo de ginástica", observou a coordenadora.

Sheila relatou, que ultimamente as mulheres estão mais dedicadas às acadêmias, pois além de estarem prevenindo certas doenças, ainda podem manter o corpo bonito. "As roupas básicas de verão, se baseiam em mostrar bem as curvas. É mais um motivo para as mulheres se cuidarem", alertou Sheila.

_______________________________________

Avanço

Subsede vai agilizar trabalhos dos psicólogos

O espaço vai atender os profissionais que poderão discutir as questões relacionadas à Psicologia, além de estreitar relações com a comunidade

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

A instalação da subsede do Conselho Regional de Psicologia – 8ª Região, em Umuarama, vai agilizar o trabalho, e funcionar como ponto de encontro dos psicólogos. A subsede foi inaugurada na última quinta-feira à noite, na Avenida Getúlio Vargas (proximidades da Viação Umuarama), com a presença de profissionais de Umuarama e região. "A inauguração desse espaço vem cumprir a nossa gestão", disse a psicóloga Maria Margarida Abrunhoza, que representa o Conselho na região.

Margarida citou a importância da psicologia, que hoje desenvolve trabalhos em parcerias principalmente nas áreas da saúde e jurídico. "O importante é que fazemos a diferença. Somos do tamanho dos nossos sonhos", afirmou. Para a psicóloga é gratificante divulgar a profissão, que abre novas fronteiras para atuação do psicólogo.

O psicólogo Vinício Oscar Kirchner, presidente do Conselho Regional de Psicologia, elogiou o desempenho da equipe local de psicólogos e destacou a globalização como fundamental. "Temos um compromisso social que será desenvolvido em Umuarama e na região. Os profissionais estarão aqui, firmes", destacou.

A instalação da subsede do Conselho Regional de Psicologia, está sendo feito dentro dos critérios pré-estabelecidos. Umuarama possui um número significativo de profissionais, formados pela Unipar, o suficiente para criar uma representação local. O espaço vai atender os profissionais que poderão discutir as questões relacionadas à Psicologia, além de estreitar relações com a comunidade. A subsede do CRP é também um passo importante na descentralização administrativa do órgão.

Após a inauguração da subsede, a coordenação da unidade ofereceu um coquetel aos convidados.

_______________________________________

Apromo

Adolescentes fabricam caixas de

presentes para ajudar a entidade

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

A Associação de Apoio à Promoção Profissional do Adolescente (Apromo), está confeccionando caixas para presentes de Natal. Para divulgar o trabalho dos adolescentes, a direção da entidade está realizando uma exposição na unidade local do Serviço Social do Comércio (Sesc). As caixas são vendidas a R$ 3 e R$ 5 e o dinheiro vai para a manutenção da entidade.

As caixas são fabricadas com papel grosso e recebem acabamento com tinta, fitas e adereços. As pessoas que quiserem conhecer o trabalho dos adolescentes, deverão visitar a exposição na recepção do Sesc. São caixas redondas, quadradas e especiais para colocar bebidas. Para quem ainda está em dúvida sobre o presente de Natal, fica a sugestão.

A Apromo atende atualmente nove adolescentes entre 13 e 17 anos, que têm problemas com as famílias. Eles permanecem no local em regime de internato. O trabalho além de ajudar na manutenção da entidade, funciona como terapia para os menores. Os adolescentes têm o auxílio dos coordenadores e instrutores da Apromo.

_______________________________________

Arrastão do dengue

Mutirão sai às ruas amanhã para limpar cidade

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

O mutirão da ‘Limpeza de Natal’ sai às ruas amanhã para eliminar todos os focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor do dengue. O início dos trabalhos está previsto para às 8 horas, devendo se estender durante o dia, para recolher lixo e todo tipo de material que acumule água e propicie a proliferação do inseto. A ‘Limpeza de Natal’ será coordenada pelo Programa de Erradicação do Aedes aegypti (Pea), da Secretaria Municipal da Saúde.

A limpeza vai atingir a cidade inteira. A previsão é recolher perto de 200 toneladas de lixo. Só não serão recolhidos entulhos e galhos de árvores. A idéia é reduzir a zero o índice de incidência do Aedes aegypti, que atualmente é de 0,12% na cidade. O índice é o mais dos últimos anos. Em alguns regiões de Umuarama, o programa já conseguiu zerar a incidência do mosquito, graças à conscientização da população.

Além do mosquito do dengue, a proposta da Secretaria Municipal da Saúde é eliminar ratos, baratas, cobras, moscas, lagartas e até escorpiões, que já começam a aparecer em alguns pontos. Também existem muitas reclamações sobre a grande incidência de pernilongos, que aumenta com a chegada do calor.

Na última ‘Limpeza de Natal’, realizada no ano passado, as equipes recolheram 165 toneladas de lixo. Em maio deste ano, o arrastão recolheu 105 toneladas de lixo. A maior parte do lixo recolhido ficou por conta de latas, garrafas e plásticos, recipientes que acumulam água.

Além dos 30 agentes de saúde que integram o Programa de Erradicação do Aedes aegypti, a prefeitura contratou mais 34 homens para ajudar no trabalho. Serão utilizados 17 caminhões no recolhimento do lixo.

_______________________________________

Malba Tahan

Exposição de trabalhos

recicláveis começa amanhã

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

Alunos do Projeto Especial de Alfabetização da Escola Estadual Malba Tahan, estarão realizando amanhã, na unidade local Serviço Social do Comércio (Sesc), uma exposição de material reciclável. Todos os trabalhos foram baseados nas obras de Alfredo Volpi. A exposição vai até o próximo dia 1º, sob a orientação da artista plástica Taisa Bidóia. São estudantes entre 9 e 11 anos de idades, atendidos pelo projeto.

A escola também estará encerrando o ano letivo no dia 20 de dezembro, com apresentações artísticas. A solenidade será realizada no Centro Cultural Schubert. As apresentações vão envolver alunos de 1ª a 4ª séries. Alunos do Coral do Malba também se apresentam.

Vários estabelecimentos de ensino estão encerrando o ano com apresentações artísticas. Na última quinta-feira, os alunos do Colégio Hilda Kamal se apresentaram no Centro Cultural Schubert. São estudantes que participaram do Show de Talentos, uma tradição realizada todos os anos pelo estabelecimento de ensino.

_______________________________________

Casamento

Infertilidade ainda é um dos fantasmas

A infertilidade ainda incomoda a maioria dos casais, que sofre com a frustração de não ter um filho legítimo

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

Há muito tempo a infertilidade vem preocupando a civilização. Nos escritos bíblicos já se podia deparar com a infertilidade de "Izabel prima de Maria e depois mãe de João Batista " ou " Sara mulher de Abraão e depois mãe de Isaac ". Naqueles tempos a infertilidade teve resolução pela mão divina porque não havia outra maneira. Hoje, a ciência médica evoluiu muito na resolução deste problema.

De acordo com médico, Edson Morel, a infertilidade é definida como a impossibilidade de um casal conceber após um ano de relações sexuais sem uso de qualquer método anticoncepcional. O homem é responsável por 50 % da infertilidade do casal e a mulher a outra metade, assim, a chance de um homem ou uma mulher ser infértil é da ordem de 7%, pois a infertilidade acomete 14% dos casais, o que não é pouco. Morel ressaltou que a infertilidade humana já foi maior. "Haja vista as história de nossos avós e até pais, quando 5 ou até 12 filhos eram fatos comuns. Estas mudanças nos parâmetros de fertilidade vêm mudando e piorando com a industrialização e provavelmente com as alterações ecológicas atuais. Estamos hoje muito mais envoltos em produtos tóxicos do que alguns anos atrás. Muitas são as causas da infertilidade, tanto no homem quanto na mulher ou em ambos", salientou o médico.

Como a fertilidade ocorre - Segundo Morel, na mulher a Hipófise, glândula situada à frente do cérebro, e entre os dois nervos ópticos, produz o hormônio Gonadotrofina, que uma vez liberado na corrente sangüínea estimulará os ovários a produzirem os hormônios Estrógeno (que produz as características femininas da mulher) e Progesterona durante o seu ciclo mensal. No 15º dia de estimulação o ovário libera seu óvulo que migra para dentro da trompa e inicia sua descida em direção ao útero. "Nesta descida é que o espermatozóide vindo do homem encontrará o óvulo, o qual juntando-se e fixando-se a parede do útero formará o embrião. E o ovário já nasce com uma quantidade pré-determinada de óvulos que um dia acabará", explicou Morel.

Morel ressaltou ainda, que no homem a mesma hipófise, liberando o mesmo tipo de Gonadotrofina, estimula os testículos a produzirem Testosterona (que produz as características masculinas do homem) e espermatozóides que são produzidos aos milhares e por tempo indeterminado. Estes espermatozóides são captados pelo epidídimo onde são amadurecidos e depois transportados pelo deferente (que são ligados em pessoas que se submetem à vasectomia) e armazenados na ampola do deferente. "Durante a ejaculação estes espermatozóides são despejados na uretra juntamente com grande quantidade de líquidos vindos da próstata e das vesículas seminais (que nutrem e dão movimento). Uma vez na uretra esta bombeará este líquido seminal em direção ao colo uterino onde ganha acesso ao útero pelo qual sobem milhares de espermatozóide até atingirem a trompa onde geralmente ocorre a união para a fertilização", afirmou o médico.

Segundo Morel, na mulher as principais causas de infertilidade são deficiência hormonal ou mau funcionamento de glândulas como a hipófise, tireóide, supra renais e ovários; doenças infecciosa e inflamatória; doença inflamatória pélvica, causada por doenças sexualmente transmissíveis; infecções vulvares, vaginais, de colo uterino, uterinas e de trompas; endometriose, doenças genéticas (alterações de cromossomo que impedem a normal formação de ovários , trompas e útero). "Em geral medicamentos como cetoconazol, cimetidina, nitrofurantoina, imunossupressores químicos e terápicos, anti-hormonios, esteróides anabolizantes são causadores da infertilidade humana", concluiu Morel. Dentro do grupo dos provocadores da infertilidades, de acordo com o médico, ainda se enquadram as drogas como, a maconha, cocaína, álcool, heroína, LSD, "crack ".

Morel lembrou ainda que as raízes da infertilidade ainda estão relacionadas ao trabalho e ao ambiente, que pode possuir calor excessivo, luz(trabalho em minas), radiação eletromagnética, vibração, ruído, metais pesados(cádmio, boro e mercúrio). "Não podemos esquecer também que o estresse, tabagismo e raio X, exerçam influência na causa do problema", comentou o médico.

Segundo Morel, no homem a maior causa ainda é a varicocele, que é responsável por 40% da sua infertilidade. "A varicocele, uma dilatação das veias do testículo geralmente só ocorre do lado esquerdo e raramente no lado direito. A mais provável explicação da causa desta infertilidade está em que o acúmulo de sangue que ocorre em volta do testículo o aquece em demasia", observou o médico. Ele disse, que para o testículo produzir bons espermatozóides e em quantidade normal, é necessário que tenha temperatura mais baixa que a do corpo em aproximadamente 2ºC (por isto já está localizado fora do corpo). De acordo com ele o diagnóstico deste problema é fácil e rápido através de exame médico e de espermograma. "O tratamento é cirúrgico e realizado pelo fechamento desta veia dilatada na região inguinal. Porém não está claro porque alguns homens com varicocele não têm infertilidade e nem porque 20 a 30 % que se submetem a tratamentos e não melhoram", lembrou Morel. "Se a varicocele é responsável por 40 % da infertilidade do homem, este ainda tem 10 % de causas diversas, das quais as mais comuns são a atrofia testicular, causada por caxumba; testículo retido e infecção ou alteração genética", alertou Morel.

Defeitos genéticos também causam a infertilidade humana.

_______________________________________

O que fazer em caso de infertilidade

O urologista Edson Morel salientou, que a busca pela causa é multidisciplinar, geralmente necessita de mais de um médico, especializado no assunto, como o são os urologistas, o ginecologistas e o endocrinologista.

"A investigação feminina é mais complexa, requer exame ginecológico, dosagem de hormônios e exames que permitam ver se o trajeto por onde o óvulo passará está desobstruído, além de outros que avaliam a pelve feminina", relatou Morel.

O médico afirmou, que no homem a avaliação inicial é mais simples, porém, devido ao caráter machista do povo latino, este não aceita ser a causa da infertilidade, o que muitas vezes retarda o diagnóstico e o tratamento do casal. "Basicamente um bom exame físico e espermograma farão o diagnóstico da maioria das doenças. Em ambos sexos encontramos casos de difícil diagnóstico que necessitam de vários exames e por vezes complicados", comentou o médico.

Ele lembrou que o grande problema no tratamento da infertilidade conjugal ocorre quando não encontrados óvulos no ovário ou espermatozóides nos testículos, pois não existe o mínimo necessário para uma fertilização. "Num futuro próximo, até estes casos talvez poderão ser resolvidos por meio da clonagem ou da engenharia genética", explicou ele.

Segundo o médico o avanço tecnológico na área de infertilidade mudou as esperanças de fertilidade. "Há alguns anos eram necessários milhares de espermatozóides , um óvulo e seu aparelho reprodutor feminino para gerar um filho. Hoje pela fertilização em laboratório é necessário um espermatozóide, um óvulo e um útero", constatou Morel.

O médico completou que o útero pode ou não ser da pessoa mas o óvulo é necessário que seja. Ele disse que não é como o espermatozóide que pode ser de um banco de esperma (local onde se armazenam o espermatozóide de pessoas sadias para posterior utilização) e não o do esposo que é estéril. "Se os valores filosóficos do homem não aceitarem nenhuma destas hipóteses, a cura para um grande problema brasileiro, será adotando uma criança", comentou o médico.

_______________________________________

Mercado Imobiliário

Imóveis disponíveis não atendem demanda

Chegada do Vestibular da Unipar movimenta mercado imobiliário; previsão é que falte imóveis para atender a demanda de estudantes

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

As construtoras e imobiliárias locais vão colocar no mercado este final de ano, cerca de 200 unidades residenciais, apartamentos de dois e três quartos para atender a demanda de estudantes de vários estados brasileiros que procuram a cidade em busca de um curso superior. Mas para os donos de construtoras, o número de imóveis vai ficar bem abaixo da demanda de estudantes, considerando o número de vagas disponibilizado pela Unipar para o Vestibular de Verão, que acontece nos próximos dias 8 e 9.

Caso a Unipar receba mais de dois mil alunos no início do próximo ano, a cidade precisaria de pelo menos 400 unidades, levando em conta o número de estudantes por apartamento. A Construtora e Imobiliária Morena será a única empresa a entregar três prédios nos próximos meses. Serão 166 apartamentos distribuídos entre os residenciais Novo Horizonte, nas proximidades do Campus III da Unipar; e o Mont Serrat e Monet, localizados na Avenida Maringá. O Novo Horizonte terá um público mesclado, atendendo também à famílias pequenas. A outra parte será direcionada aos estudantes.

As demais obras são de particulares, apartamentos localizados na região da Unipar, que estão em fase de conclusão. Os construtores estão de olho no vestibular que se aproxima e aceleram as obras, para que nos meses de janeiro e fevereiro possam alugar os apartamentos.

"Este ano, quase ninguém iniciou novas obras. Novos empreendimentos devem ser lançados em 2001, para serem entregues em 2003. Isso significa que vai faltar imóveis em 2002", afirma o empresário Moacir Silva, diretor da Construtora Morena. Otimista, ele diz que os imóveis não serão suficientes para atender a demanda de estudantes também este ano. E aposta: "Umuarama vai continuar desenvolvendo nos próximos 20 anos". Silva cita como exemplos cidades como Maringá, Londrina e Marília, onde as universidades contribuíram e contribuem até hoje para o crescimento do mercado imobiliário.

Segundo o empresário, é normal que a cidade tenha um estoque regulador de imóveis. "Quando sobra uma média de 10 a 20 imóveis sem alugar, é normal", ressalta, dando a certeza ao investidor: "O crescimento de Umuarama é contínuo".

O empresário Joel Carlos Venâncio, da Construtora e Imobiliária Alternativa, endossa as palavras de Moacir Silva. "Considerando o número de cinco estudantes por apartamento, o mercado não terá imóveis disponíveis para atender a demanda de estudantes. Os imóveis que já existem, estão todos ocupados por estudantes", afirma. Um outro ponto importante citado pelo empresário para o aquecimento do mercado imobiliário local, é a vinda de famílias de professores da Unipar para Umuarama.

A construtora não tem empreendimento para entregar neste final de ano. O Edifício Residencial e Comercial Ravel Tower está entrando na fase de acabamento, devendo ser entregue em outubro do próximo ano. O prédio está com o cronograma adiantado em 100 dias. Um outro empreendimento da construtora, o Edifício Flórida, será entregue também no final de 2001. O prédio é direcionado à famílias de classe média e média alta.

Aquecimento – O mercado imobiliário de Umuarama passou por um período calmo. Há alguns meses voltou a dar sinais de aquecimento. Junto com a expectativa da vinda de novos estudantes para a cidade, os empresários citam o fortalecimento da indústria e do comércio.

Nos últimos meses, Umuarama ganhou vários investimentos comerciais e industriais. O impulso dado pelo comércio projeta a cidade em toda a região, atraindo novos investidores. Com isso, as empresas da construção civil também começam a projetar novos empreendimentos. Quem ganha é a cidade.

_______________________________________

SOS Vestibulando vai orientar estudantes

Seguindo a tradição de anos, a Construtora e Imobiliária Morena vai colocar à disposição da empresa, toda uma estrutura para auxiliar os estudantes que vêm de outras cidades prestar vestibular em Umuarama. Há cinco anos, a empresa se organiza nesta época e monta listas inteiras de serviços como transportes e alimentação, para ajudar o estudante que não conhece a cidade.

Segundo o empresário Moacir Silva, diretor da Morena, a empresa vai repetir o trabalho de outros anos. "Vamos estar com equipes na estação rodoviária e pontos estratégicos da cidade para orientar os estudantes a chegar a seu destino", afirma.

Junto com as listas de serviços, a empresa vai divulgar os imóveis que têm para alugar, além de colocar um telefone à disposição do estudante de fora. A campanha SOS Vestibulando da Morena já está sendo montada, devendo ser apresentada nas próximas semanas, considerando que o Vestibular de Verão da Unipar será realizado nos dias 8 e 9.

Novos estudantes – Três mil novos estudantes ingressaram na Unipar em Umuarama, com o vestibular realizado no final de 1999. Este ano, a expectativa é de que mais de 4 mil alunos ingressem na instituição de ensino em 2001. O crescimento da instituição sempre serviu como um 'termômetro' para o mercado imobiliário.

_______________________________________

Risco

"Cadeia é um caldeirão"

Sistema penitenciário brasileiro enfrenta uma situação assustadora. São cadeias públicas super lotadas, cumprimento de uma porcentagem pequena da pena antes da liberdade condicional, impunidade e falta de vagas no sistema penitenciário. É um barril de pólvora prestes a explodir

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

O Brasil enfrenta uma crise no sistema penitenciário, existem boas leis, mas falta uma forma de fazer com que estas sejam bem executadas. O juiz da Vara de Execuções Penais, Alberto Luís Marques, fala na necessidade de vontade política e investimento para a resolução de problemas decorrentes da falta de vagas, da impunidade e demais prejuízos causados à sociedade decorrentes de um sistema penitenciário precário.

Ilustrado – O senhor acredita que hoje o sistema penitenciário brasileiro cumpre seu papel reabilitador do preso?

Alberto Luís Marques - De jeito nenhum, não passa nem perto disso. Além de não cumprir o papel de reeducar, o sistema carcerário cumpre um papel oposto que é o de deseducar. As nossas cadeias são escolas da criminalidade. Os estabelecimentos penitenciários que são as penitenciárias e colônias penais, esses são estabelecimentos que funcionam adequadamente, onde o preso estuda, trabalha, tem médico, advogado, funciona direito. Se você for conhecer o sistema carcerário visitando a penitenciária e a colônia penal, fica impressionado, parece uma coisa de primeiro mundo, uma coisa americana. Levando em conta aí a situação popular do país funciona muito bem. O único problema é que lá cabem 10% dos presos que deveriam estar lá, o resto fica amontoado nas cadeias públicas.

Ilustrado - E as cadeias públicas?

Alberto - Na cadeia pública não tem estrutura para nada, falta até comida. Na cadeia pública ficam misturados primários com reincidentes, perigosos com não perigosos, jovens com velhos, enfim é um caldeirão, todo misturado. O problema tá nisso aí. Se nós tivéssemos como separar os presos por grau de periculosidade, por idade, por tipo de crime como a lei manda, o sistema carcerário seria até mais eficiente. Segundo levantamento do ano passado de cada 10 presos que nós temos nas cadeias públicas, oito são condenados, não deveriam estar lá, tinham que estar em uma penitenciária, numa colônia penal, trabalhando e estudando, tendo uma assistência psicológica, religiosa. E na cadeia não tem nada disso, é só um depósito.

Ilustrado - Eles não são reabilitados, na verdade eles são armazenados?

Alberto - Na cadeia pública eles não têm nada o que fazer, o ócio é um dos principais problemas, porque se o sujeito sem ter o que fazer ele só fica pensando bobagem, fica ouvindo conversa de quem só tem coisa ruim para dizer, ele fica angustiado com a família dele que está passando necessidade na rua. O ócio é um veneno, vai enlouquecendo o sujeito. E eles não tem acesso ao trabalho que seria uma coisa com finalidade educativa. Este é um governo que pela primeira vez em 50 anos investiu R$ 1 no problema carcerário. Se construiu uma penitenciária em Maringá, uma penitenciária em Londrina e uma colônia penal em Guarapuava. Fizeram três e estão construindo mais duas. Mas foi o primeiro em 50 anos que investiu no sistema penitenciário.

Ilustrado - O grande problema ainda é investimento?

Alberto - A lei do jeito que está é muito boa, é feita para outro País e não para o nosso. Se cumprisse o que está na lei seria uma maravilha. A lei diz por exemplo que cada preso tem direito a um espaço individual de seis metros quadrados, eles ficam em 10 neste espaço.

Ilustrado - Às vezes se revezam para dormir?

Alberto - No Paraná não é comum. Mas existem lugares que isso acontece. Não acontece na penitenciária, na colônia penal, acontece na cadeia pública, acontece no interior. Então o foco do problema, onde pode ter motim, no Paraná, não é no sistema penitenciário, é na cadeia. O problema está no interior, nas cadeias pequenas. A capital também tem distritos em condições de demolição, é aí que o problema está concentrado.

Ilustrado - O sistema carcerário não cumprindo o seu papel. O fato de indultar presos em datas específicas como dia dos Pais, na Páscoa, não é um risco muito grande?

Alberto - Depende de como se faz o indulto. Na verdade, entre nós se faz um indulto porque não tem vaga e precisa esvaziar, mas faz uma coisa sem critério. Precisa vaga e não tem lugar, então ao invés de gastar dinheiro e construir as vagas que precisam, ficam fazendo esses indultos monstros, colocando na rua quem não está habilitado. E o que é pior, fazem leis que aumentam o grau de impunidade, num índice que é terrível. No Brasil você pode, dependendo da situação, matar alguém e não passar um dia sequer na cadeia, mesmo que seja condenada. Porque no nosso sistema, para a pessoa ficar presa ela tem de pegar no mínimo quatro anos ou mais. Se pegar apenas quatro anos pode cumprir a pena inteira na rua.

Ilustrado - Se pegar menos de quatro anos pode não ir preso?

Alberto - Se for primário, ou seja, não tem nenhuma condenação e pegar até quatro anos, tem direito de cumprir a pena inteira em liberdade, sem nenhum dia de prisão. Se você pegar mais de quatro anos, então tem que cumprir um pedaço da pena preso, basta cumprir 1/6 da pena e passa para um regime mais benéfico. Então se alguém cometer um homicídio simples e pegar a pena mínima, são seis anos. Ele vai ficar no regime semi-aberto, mas neste regime cumpre-se apenas um ano só na cadeia e o restante ele cumpre na rua, em liberdade.

Ilustrado - Mas esta liberdade é condicional?

Alberto - Ele tem que se recolher em casa toda noite, tem que comparecer ao fórum uma vez por mês, dependendo da situação tem que prestar serviço à comunidade, mas está livre, não fica na cadeia. Volta para a comunidade, vai trabalhar, vai morar na casa dele, viver com a família. Vai cumprir condições que não são fiscalizadas à risca, porque não tem estrutura. Em Umuarama nós temos, vamos dizer, 300 condenados em liberdade condicional e não temos nenhum funcionário para tomar conta se as condições estão sendo cumpridas. A fiscalização é feita por acidente, um sujeito entra numa briga em bar, não deveria estar lá, é pego então sabemos que ele violou as condições. Porque fiscalização não existe, assim como não existe em lugar algum.

Ilustrado - Há uma linha de juristas que acredita que a pena máxima de 30 anos ainda é muito. Qual a sua opinião a este respeito?

Alberto - O nosso problema na questão penitenciária, não é com os que tem 30 anos para pagar, 40 ou 50, pois estes são exceções. O nosso problema é com o furtador, o assaltante, o traficante, enfim, o que acontece todos os dias porque são milhares, são centenas de milhares e por não ter dinheiro e vontade política para fazer o que precisa ser feito no Brasil em relação a estes presos, estão todos na rua. E aí fica sendo uma lei de brincadeira, acaba ficando uma impunidade. Se o preso tem de cumprir na rua condições que não há como fiscalizar é como não ter punição nenhuma.

Ilustrado - Na verdade, são poucos os que ficam muito tempo na prisão?

Alberto - Tem de ser crime muito grave ou tem de ser muitos crimes. A maioria dos presos nas penitenciárias no Paraná são condenados por furto ou roubo. A pena mínima do furto é um ano e a do roubo, quatro anos. Se cometer um roubo só, sem arma de fogo nem nada pena mínima quatro anos, cumpre toda a pena na rua.

Ilustrado - Quais os principais elementos que devem mudar para que seja diferente?

Alberto - Tem que parar de mudar lei, que é o que se faz muito no Brasil, essa mania de achar que mudando a lei se resolve o problema. Fizemos a lei dos crimes hediondos, agora estão reformando o código penal. Fazer lei é muito barato, o executivo diz: "fizemos a nossa parte, fizemos uma lei boa". Temos leis boas aos montes não precisamos de mais nenhuma, nós precisamos de dinheiro, investimento. Então quantas vagas precisa no Paraná, 4.000? Tem que construir 4.000 vagas, senão não resolve o problema. A função de delegado é muito séria, tinha que ser exercida por profissionais e não por amadores, e isso ainda existe. É uma função que determina a segurança de uma cidade. O Estado não resolve porque precisa muito dinheiro, para colocar um bacharel em cada cargo de delegado. Quando você coloca um amador para cuidar da segurança, como quer que dê certo? O criminoso é profissional, se o profissional da segurança é amador, a sociedade é que paga o pato.

_______________________________________

Mulheres vencem barreiras na luta por espaço

As mulheres do passado mostraram muita garra em suas batalhas; as do futuro desde de cedo reivindicam seu lugar ao sol

UMUARAMA

Da Redação do Ilustrado

A mulher em pleno inicio do século XXI, ainda enfrenta discriminação e dificuldades para exercer determinadas profissões, que os homens consideram ser somente eles capazes de trabalhar com efetividade, em tais cargos.

Ao longo da história das conquistas femininas, muitas foram as barreiras que o sexo feminino, enfrentou e venceu para conseguir seu lugar ao sol.

Na antigüidade, as mulheres eram privadas da cultura. Mulheres com um pouco de conhecimento na época medieval, eram consideradas bruxas, e em razão de tal fato condenadas à fogueira, para que as demais não se espelhassem naquelas. E para que mais tarde elas não se tornassem mulheres inteligentes e declarassem guerra a situação de subordinação.

Mas o sexo frágil, assim como são chamadas as mulheres pela maioria dos homens, não se intimidaram e seguiram em frente na batalha pelos direitos das mulheres.

O desejo de direitos iguais aos dos homens perante a sociedade, não cessou nas mulheres que travaram uma guerra que estende se até os dias de hoje.

As profissões nas áreas de comunicação e segurança, no passado eram consideradas impróprias para mulheres que se julgassem verdadeiras senhoras de pudor.

A mulher era vista até bem pouco tempo, como sendo indicada apenas para as tarefas diárias do lar e educar os filhos, sem possibilidades de interferir em decisões que deveriam ser tomadas apenas pelos homens, pais de famílias e "senhores".

Pouco a pouco as mulheres foram mostrando suas habilidades, não só como esposas, mas também como pessoas capacitadas para desenvolver qualquer tipo de atividade que homens desenvolvem.

A política, segurança, e a imprensa assim como as demais profissões foram sendo ocupadas também por mulheres que enfrentaram os "espinhos" para dividir o espaço com os profissionais másculos.

Algumas mulheres relataram, toda a sua história de conquista e afirmaram que a luta ainda não terminou. Elas querem ser iguais em tudo não apenas em parte.

_______________________________________

Mulher na imprensa

As barreiras a serem quebradas, para ter um espaço nos meios de comunicação não foram fáceis, para quem batalhou há algum tempo pelo seu lugar.

A locutora de rádio, Rose Alves, que atua na imprensa há mais de dezessete anos, relatou que quando começou na área enfrentou muito preconceito, que partia de alguns homens que atuavam na imprensa e das ouvintes mulheres que criticavam, dizendo que os homens atuavam melhor no meio de comunicação do que as mulheres.

"Quando comecei minha carreira aos 18 anos, sofri com discriminação de muitas pessoas, até mesmo de alguns homens que trabalhavam junto comigo. Mas também encontrei aqueles verdadeiros profissionais, que me ajudaram a progredir. Os bons não tem medo, mas aqueles ruins são inseguros porque não querem perder espaço, muito menos admitir que elas são melhores", comentou Rose.

Rose disse que a mulher vai evoluir cada vez mais, pois na imprensa sua presença já é marcante. "As locutoras ganharam espaço não só em Umuarama, mas em toda região. Qualquer meio de comunicação conta com a participação de mulheres, que demonstram um excelente serviço. Se não fosse verdade, ela não estaria tão presente", concluiu Rose.

_______________________________________

Mulher na polícia

A presença da mulher na política, sempre foi um tabu. Há alguns anos atrás, jamais uma mulher poderia estar nas ruas atuando na segurança pública, em parceria com os homens ou sozinhas. Como sempre foram vistas sendo o sexo frágil, não poderiam trabalhar com boa desenvoltura.

A delega titular da Delegacia da Mulher de Umuarama, Rosemary da Silva Souza, que assumiu o órgão desde quando foi instalado na cidade, em 98, afirmou que a mulher era vista antes como sendo capaz apenas de realizar serviços burocráticos. "Trabalho na polícia há 22 anos, desde 1979, e a guerra que enfrentei para alcançar meu espaço entre os homens não foi fácil. O preconceito surgiu de todos os lados", relatou Rose.

"Os homens atuantes na polícia acreditavam que as mulheres jamais seriam capazes de realizar um bom serviço na rua, correndo atrás de bandidos e empunhando uma arma com sucesso", comentou Rose.

A delega salientou ainda que quando assumiu a delegacia, as mulheres procuravam a instituição com receio, pois tinham medo dos maridos ou achavam que estavam cometendo algum tipo de crime. "As mulheres foram educadas para serem submissas e jamais se igualar aos homens. Mas batalhando muito conseguiram mudar a realidade, que mostram que a mulher pode ser igual ao homem", argumentou a delegada.

" Um lugar ao sol está sendo alcançado pelas mulheres, que não se cansam de batalhar pelos seus direitos, com muita honestidade e bom trabalho. Não existe uma competição entre elas e eles, há uma reivindicação pelo espaço que é de direito nosso", complementou Rose.

Rose esclareceu que o preconceito sempre existiu e continuará existindo, porque o homem é machista e não admite perder ou ser igual ao sexo frágil.

_______________________________________

Mulher nas forças armadas

O último setor das Forças Armadas que a mulher conseguiu conquistar o direito de ingressar, foi no Exército. Só foi a partir de 92, que o primeiro grupo de mulheres conseguiu participar de uma instituição do Exército.

De acordo com informações do sargento, Cláudio César dos Prazeres Gomes, do Tiro de Guerra de Umuarama, o ingresso da mulher ainda só é possível em áreas que não sejam de tropas. "Elas podem chegar até a graduação de General de Divisão, pois o Generalato do Exército somente é permitido para homens", argumentou o sargento.

O sargento relatou, que o número de mulheres no corpo do Exército ainda é pequeno, mas aos poucos o interesse pela farda camuflada está despertando o interesse das mulheres brasileiras.

Após formadas as mulheres atuam no setor administrativo, de saúde e ensino do Exército. Por enquanto quartéis ainda são permitidos somente para homens.

"Já está havendo um estudo para permitir o ingresso de mulheres também nas tropas. Aos poucos elas estão conquistando seu espaço dentro das Forças Armadas, em especial no Exército, que era permitido apenas para homens", complementa Silva.

_______________________________________

Geração feminina do futuro

A geração de mulheres do futuro, promete que a briga pelo seu espaço, será mais acirrada do que agora. Desde de muito cedo as menininhas que ainda não sabem direito o que é ser mulher, demonstram que as reivindicações serão muitas em cima dos homens, para garantir, ainda mais, a posição de destaque nas mais variadas áreas profissionais.

As garotas que estão com idade de brincar de boneca, se dedicam aos assuntos, que as mulheres atuais com menos de 18 anos, nem se quer pensavam.

Temas como moda, profissão, e assuntos polêmicos, despertam o interesse das garotinhas, que gostam de passar horas na frente do espelho, decidindo o que fica melhor no corpo, e o que chama mais a atenção do sexo oposto.

Pela realidade de hoje, o que se pode concluir é que em um futuro bem próximo, a mulher que sempre foi taxada de sexo frágil, vai esbanjar força dominadora, temperada com muita sensualidade.

Aquela garotinha que ainda mama na madeira, já estampa um visual de mulher de pulso firme, que sabe o que quer.

_______________________________________

Local
Aids: Perigo pode estar ao lado

Opinião Pública: Ilustrado fecha o ano com mais 2 títulos

Ocupação: Mulheres ativas e destemidas

Comportamento: Pais devem dizer sim e não para filhos

Passado: Em tempos de crise, caderneta é aliada

Verão: Clínicas esteticistas são a sensação

Avanço: Subsede vai agilizar trabalhos dos psicólogos

Casamento: Infertilidade ainda é um dos fantasmas

Mercado Imobiliário: Imóveis disponíveis não atendem demanda

Risco: "Cadeia é um caldeirão"

Mulheres vencem barreiras na luta por espaço

Cidades
Ilícitos: MST é acusado de 130 crimes no Paraná

Tráfico: Dupla ‘cai’ com 25 quilos de maconha

Douradina: Carro e motor de popa são furtados

Marketing e Publicidade: ADI promove "Happy Hour" em Curitiba

Orçamento: Comissão aponta mínimo de R$ 167,50

Viagem: Militantes embarcam com Lula para cuba

Esportes
Motocross: Paranaense chega ao fim, em Ivaiporã

Futsal: Brasil enfrenta o Egito pelas quartas de final

Vôlei: Bagunça e protesto abrem a Superliga

Cruzeiro x Malutrom: Mineiros evitam clima do ‘já ganhou’

Flu x São Caetano: Espinosa quer evitar desatenção na zaga

Paraolimpíada: Brasileiros negam acusação de fraude

Ponte x Grêmio: Campineiros decidem vaga com gaúchos

Santos: Diretoria define prazo para mudanças

Italo
Senac: Umuarama sediará Encontro de Secretárias

TV News na Record

Política e Opinião
A obra de Miguel Reale

O direito e a massa de pão